Duplicação da Serra do Cafezal na Regis Bittencourt entra em fase de maior investimento

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Após liberar ao tráfego 16,5 quilômetros de duplicação na Serra do Cafezal, a Autopista Régis Bittencourt, investe agora numa nova fase da duplicação, com obras as obras de grande porte. Até fevereiro de 2017, mais 13,5 quilômetros de pista duplicada serão entregues. A construção de quatro túneis é o maior desafio para a concessionária, que já investiu R$ 400 milhões e prevê outros R$ 600 milhões para a finalização da obra. O ministro dos transportes, Paulo Sergio Passos visitou a obra ao lado do presidente da Arteris, David Díaz, e do diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Bastos.

“A conclusão desse trecho será um grande serviço que a Arteris prestará ao País”, disse o ministro durante a visita. Já o presidente da Arteris destacou que “a duplicação da Serra do Cafezal é de suma importância para a região e para os usuários da rodovia, principal eixo logístico entre o sul e sudeste do país. A obra é um marco para o setor de transportes nacional”.

Dos trechos já entregues, o mais recente foi aberto aos usuários em agosto de 2014 e compreende quatro novos viadutos na região de Miracatu (SP) em dois segmentos no sentido São Paulo: entre o km 363 e o km 361,5, e entre o km 349 e o km 347,5. No mesmo mês, também foram duplicados 3 quilômetros de pista entre o km 343,8 ao km 346,8 da pista sentido Curitiba, contando com mais cinco viadutos.

A Concessionária seguirá com obras em outros dois segmentos da Serra do Cafezal, em trechos intercalados, no total de sete quilômetros, em ambos os sentidos da rodovia. Atualmente cerca de 1.200 trabalhadores atuam nesta fase, em trechos onde estão em andamento a construção dos túneis previstos no projeto de duplicação.

Túneis

Na altura do km 357, está o túnel de maior extensão projetado para as obras, com aproximadamente 800 metros de comprimento. Outros dois túneis serão implantados no km 360 e no km 361, que juntos somam quase 600 metros. Estas são as obras de maior porte, que irão contribuir diretamente para a melhoria do tráfego e para a segurança na rodovia. Neste trecho, também estão os dois viadutos mais extensos que compõem as obras de duplicação, com 1,2 quilômetros de comprimento.

O planejamento da duplicação assegura que cada segmento com obras concluídas seja liberado, de pronto, ao tráfego. “Prosseguiremos com a estratégia de realizar as obras de forma a não causar perturbação ao fluxo de veículos”, destaca o diretor superintendente da Autopista Régis Bittencourt, Eneo Palazzi. “O projeto de engenharia foi concebido para que as atividades fossem desenvolvidas na projeção da própria obra e da lateral da pista existente”.

Com a conclusão destes trechos, a Serra do Cafezal contará com 22 quilômetros de pista nova duplicada, três túneis e 14 viadutos até o final de 2015. O quarto túnel previsto para a duplicação ficará localizado no km 349, próximo ao Posto Graal Japonês. O trecho restante de 8 quilômetros na parte central da Serra, ainda não iniciados, receberá obras na sequência, com contratações por lotes, como tem sido realizado até agora. A conclusão total da duplicação da Serra do Cafezal está prevista para fevereiro de 2017.

Duplicação da Serra do Cafezal

A duplicação da Serra do Cafezal é a obra mais importante do contrato de concessão firmado entre a concessionária e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), pelo fato de o trecho ser o único em pista simples da rodovia. A extensão total da duplicação é de 30 quilômetros, começando no km 336,7 (Juquitiba-SP) e terminando no km 367 (Miracatu-SP) da rodovia Régis Bittencourt. Destes 30 quilômetros, 11 já foram duplicados e estão em operação. São 36 pontes e viadutos e quatro túneis projetados para minimizar o impacto ao meio ambiente.

Fonte: Ascom