Número de recalls aumenta e maioria dos motoristas ignora chamado

picape Strada - Recall cinto de segurança

O número de recalls, que são as chamadas das montadoras para reparar defeitos de fabricação nos carros, é o maior dos últimos cinco anos no Brasil. De janeiro a outubro foram identificados 941 mil veículos nessa condição, quase o dobro do ano passado.

Apenas neste mês, seis montadoras anunciaram reparos em quase 30 mil modelos. O recall é feito por iniciativa das fabricantes de automóveis ou a partir de reclamações feitas aos órgãos de defesa do consumidor.

O problema é que nem todos os motoristas atendem os chamados das montadoras. Em média 60% levam os carros para fazer reparos, o que pode ser um risco para a segurança no trânsito.

Desde julho, três montadoras – Toyota, Honda e Nissan – chamam os clientes para a troca de airbags. São 53 mil equipamentos que devem ser trocados, mas até o momento apenas mil consumidores foram até as concessionárias.

Se não trocado, o airbag pode fraturar o pescoço do motorista ou passageiro quando infla. Nos Estados Unidos três pessoas morreram por causa do defeito.

O levantamento é do Procon, que controla o número de reparos feitos. “O acompanhamento é feito para verificar se a possibilidade de acidentes ainda é grande. É fundamental que o consumidor atenda e fique atento porque evita problemas de segurança e acidentes envolvendo terceiros”, disse a coordenadora do órgão, Maria Augusta Cardoso.

A lista de montadoras que convocam recalls é diariamente atualizada no site do Procon.

Freios

O motorista Gilcemir da Silva Santos recebeu uma carta da montadora convocando para a troca de peças no sistema de freio do carro. Ele procurou agendar o serviço o mais rápido possível. “Tenho trazido em todas as revisões e achei que era um item se segurança importante. Tenho certeza que agora estarei com o carro em boas condições. Consegui ver a troca das peças e a partir de agora vou e sentir mais seguro dirigindo o carro”, afirmou.

Nesta concessionária a troca é feita rapidamente e o dono do carro acompanha todo processo. “O objetivo é preservar a vida, a integridade do consumidor. Dependendo da peça, a troca é feita na hora, mas cerca de 40% não vem fazer a troca”, disse Rogério Mantelli, gerente de pós venda.

Fonte: TV Vanguarda





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