Setor automotivo descarta novas paradas na produção

gm chevrolet s10 2012 linha de montagem




Apesar do cenário dramático que se desenha no mercado automotivo brasileiro, montadoras se dizem preparadas para enfrentar o excesso de estoques e, ao menos por enquanto, descartam novas paradas de produção.

De acordo com o presidente da General Motors (GM) no Brasil, Santiago Chamorro, as atividades devem ser normalizadas a partir de fevereiro “A expectativa é que os funcionários retornem assim que o período de lay-off (suspensão temporária de contratos de trabalho) acabar, em fevereiro do ano que vem”, afirmou, em entrevista coletiva, ontem, no Salão do Automóvel de São Paulo.

A unidade da GM em São José dos Campos (SP) é a que mais enfrenta tensão com o sindicato local devido ao lay-off de parte dos funcionários, que já cogitaram inclusive o fim do complexo que emprega 7 mil pessoas.

Chamorro, entretanto, foi enfático ao garantir a estabilidade da planta do interior paulista. “A unidade de São José não vai fechar. Estamos ajustando a produção por lá, mas não prevemos nenhum cenário de calamidade”, afirmou o executivo.

Para o presidente global da GM, Daniel Ammann – que veio à capital paulista, especialmente para o Salão do Automóvel, o Brasil é o terceiro maior mercado para o selo Chevrolet. “Prova disso é o investimento do grupo no País”, destacou. A GM possui um programa de aportes de R$ 6,5 bilhões para os próximos anos. “Não investiríamos tanto se não acreditássemos no potencial do mercado brasileiro”, observou Daniel Ammann.

Liderança

Apesar do cenário adverso, a italiana Fiat comemorou o desempenho no País, onde é líder de emplacamentos pelo 13º ano consecutivo. Para o grupo Fiat Chrysler Automobile (FCA), o Brasil é o segundo mercado mais importante depois dos Estados Unidos.

“O mercado está devagar, mas já esperamos retomada a partir de 2015”, declarou o presidente do FCA para América Latina, Cledorvino Belini. Ele afirma, porém, que os estoques estão um pouco acima do desejado. “Mas não prevemos mais paradas por enquanto”.

Já o presidente da Volkswagen, Thomas Schmall, está mais cauteloso. “Sabemos que o mercado não terá uma retomada no curto prazo, mas estamos tomando todas as medidas para ajustar a produção”, disse Schmall, destacando que a empresa pode conceder férias coletivas e banco de horas para ajustas sua produção.

O vice-presidente da Ford para América do Sul, Rogélio Golfarb, também alertou para o nível dos estoques das montadoras. “Estamos controlando a produção para não aumentar ainda mais os estoques, que custam muito para a indústria”, ressaltou Golfarb. O executivo evitou falar, entretanto, sobre novas paradas. “Revemos esse planejamento toda semana”, declarou Golfarb.

Fonte: DCI Texto de Juliana Estigarribia





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