MAN volta a parar produção em Resende

Linha de montagem - MAN Latin America




A MAN, montadora dos veículos comerciais da marca Volkswagen, decidiu dar dez dias de férias coletivas na fábrica de Resende, no sul do Rio de Janeiro, a partir de segunda-feira, dia 23. A parada de produção, contudo, já começou nesta semana porque a empresa, assim como muitos fabricantes de veículos, emendou o feriado de Carnaval.

A fábrica da MAN, dessa forma, só volta a funcionar no dia 5 de março, em mais uma medida tomada pela montadora de caminhões e ônibus para adequar a produção ao fraco desempenho do mercado e das exportações.

A MAN já havia paralisado a produção por três semanas durante as férias coletivas de fim de ano, retomando as operações no dia 5 de janeiro. Estimativa do sindicato dos metalúrgicos da região indica que a montadora opera em Resende com excesso de mão de obra de 1,5 mil trabalhadores – ou cerca de 30% do efetivo -, o que levou a companhia a lançar um programa de demissões voluntárias.

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A MAN também fechou, em dezembro, acordo trabalhista que congela os salários neste ano, assim como lhe permite dar, a cada quatro semanas, dois dias de folga sem remuneração aos trabalhadores. Antes disso, vinha administrando a situação com medidas como a suspensão temporária de contratos de trabalho – o chamado “lay-off” -, antecipação de férias coletivas e dias de folgas aos funcionários.

No mês passado, as vendas de caminhões no país caíram 28,8% na comparação anual, mais do que a média de 18,8% de toda a indústria. Empresas do setor estão preocupadas com o impacto de cortes dos subsídios do Tesouro Nacional que encareceram e pioraram condições dos financiamentos a bens de capital concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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Em relatório que acompanhou as demonstrações financeiras de 2014, a Daimler, controladora da Mercedes Benz, avaliou que as condições do mercado brasileiro devem continuar “difíceis”. O grupo prevê queda de 10% no consumo de caminhões no país neste ano. Da mesma forma, a Volvo cortou de 85 mil para 75 mil a expectativa para o mercado de caminhões pesados no Brasil em 2015.

Assim como a MAN, a Mercedes e a Scania pararam a produção de caminhões no ABC paulista durante toda esta semana de Carnaval, uma iniciativa também adotada por montadoras de carros como General Motors (GM), Ford e Fiat.

Fonte: Valor Econômico




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