Solidariedade contra a buraqueira

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Enquanto esperam por melhorias na BR-364, transportadores de carga convivem com constantes danos aos caminhões e se solidarizam com colegas de profissão na hora do socorro

Serviços de tapa buraco que duram apenas uma semana, valetas da largura de um carro de passeio e quase vinte centímetros de profundidade, trepidação excessiva em trechos recentemente reformados. Na rota dos grãos entre Mato Grosso e a hidrovia do rio Madeira, em Porto Velho (RO), o mau estado de vários trechos da BR-364 é o principal desafio a ser vencido pelos caminhoneiros.

A precariedade da pista compromete a vida útil de vários componentes e as panes são frequentes. A viagem de Valter Luz da Silva, de 27 anos, terminou bem mais cedo do que o planejado. Ele havia partido de Sapezal com 37 toneladas de milho em direção a Porto Velho. Ficou na estrada antes mesmo de cruzar a divisa com Rondônia. “Essa estrada é muito ruim. Acaba com o caminhão”, lamenta.

caminhoneiros (1)Em momentos como este, a solidariedade entre os motoristas ajuda a amenizar a sensação de abandono. Aquino Neto contou com a ajuda de outro caminhoneiro, que concordou rebocar seu caminhão até o socorro mais próximo.

No Posto Fiscal de Vilhena (RO), outro caminhão chegava a reboque em busca de assistência. O motorista, Melquisedeque Seravalle, de 31 anos, ainda não tinha ideia de quanto custaria o conserto, mas já estimava ficar ao menos uma semana sem o veículo. “Todo ano, prometem que vai melhorar. Mas é o contrário: a rodovia só piora”.

Fonte: Globo Rural




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