Empresas de transportes sem fretes demitem motoristas

caminhoes parados por falta de carga




A elevação dos custos, decorrentes da alta do óleo diesel e outros insumos, a grande oferta de caminhões e, sazonalmente, o fim da colheita da soja, impactaram sobre o desempenho do setor de transporte. Pela estimativa do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de Mato Grosso do Sul (Setlog-MS), 528 transportadoras estão ociosas no Estado do Mato Grosso do Sul e cerca de 1 mil trabalhadores foram demitidos neste ano.

O escoamento da soja colhida até o início de abril é responsável por movimentar a maior parte do setor de transportes de Mato Grosso do Sul e, com o término do período, as empresas registram queda no volume de serviço. Para o representante do Setlog-MS, Dorival Oliveira, outros aspectos implicaram no desaquecimento da área este ano.

“Há um excesso na oferta de caminhões que vem desde 2008 e 2009, com o incentivo e a facilidade para o financiamento destes veículos. Isso contribui para as variações no preço do frete. Os insumos utilizados também sofreram alta no preço, como o óleo diesel, os lubrificantes, os pneus, o que acrescentou em torno de 18% nas despesas das transportadoras e o valor baixo do frete não conseguiu reparar até agora”, comenta o representante do Setlog-MS.

Fonte: Correio do Estado

 




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