11a edição do Salão Latino-Americano de Veículos Elétricos mostra como será a mobilidade do futuro

por Blog do Caminhoneiro

kangoo-maxi-ze-plug-in-minivan-630Os mais de 6000 visitantes esperados para a 11a edição do Salão Latino-Americano de Veículos Elétricos poderão ter uma ideia de como será a mobilidade do futuro. O evento, que acontece de 24 a 26 de setembro, no Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte, em São Paulo, traz algumas das mais recentes novidades movidas a eletricidade. São carros, bikes, ônibus, walking machines, carrinhos de golfe e outros meios de locomoção, de massa ou para usos específicos, que fazem parte da revolução que já começou a mudar a cara do transporte e dos veículos automotores em todo o mundo. O evento inclui ainda uma Conferência que reunirá especialistas do Brasil e do exterior.

“Em sua décima primeira edição, o Salão do Veículo Elétrico é o maior evento da América Latina na área e uma referência obrigatória no calendário deste segmento”, comemora Ricardo Guggisberg, presidente da ABVE-Associação Brasileira do Veículo Elétrico, promotora do evento. “O Salão oferece atrações para o público em geral e também para os especialistas que trabalham na área, já que nosso objetivo é tanto popularizar a tecnologia como fomentar o mercado”, completa.

Para o público em geral, talvez as principais atrações sejam os carrões elétricos: marcas como Porsche e BMW marcarão presença com os modelos Cayenne Hybrid e i3, respectivamente. Mas o visitante também poderá conferir o Renault Zoe, o JAC IEV – Intelligent Electric Vehicle, o Kia Optima Híbrido, o Kia Soul EV, o Toyota Prius, o Lexus CT 200h, e o BYD e-6, entre outros. E quem já está antenado com os desafios da mobilidade urbana poderá conferir as novidades em bikes elétricas, scooters e walk machines. A Eletra, por sua vez, aproveitará o Salão para fazer o lançamento do Ônibus Dual, o primeiro ônibus elétrico híbrido dual do Brasil, em parceria com a Mercedes-Benz. A BYD também trouxe o seu ônibus 100% elétrico, que será incorporado à primeira frota de ônibus elétricos de Campinas (SP).

A pista para testes, ao lado da Smart City, promete ser um dos pontos mais visitados, pois será onde o público poderá experimentar algumas das novidades. Ela foi instalada em uma área do evento que reproduz uma cidade, com cenários específicos para carros, bikes, entre outros. Uma impressora 3D fará a impressão de um dos drones, começando na abertura do evento e com previsão de ter o equipamento funcionando no último dia do Salão.

Para quem trabalha nesse mercado, o Salão oferece uma parruda agenda de conferências com especialistas do Brasil e do exterior, que debaterão temas como novas tecnologias, mobilidade urbana, perspectivas e experiências na implantação de mobilidade elétrica e os impactos na infraestrutura atual, entre outros. Além da presidência da ABEV, a abertura do evento contará com a presença do Secretário Adjunto Estadual de Energia, Ricardo Toledo Silva, dos vereadores Gilberto Natalini e Police Neto e de Adalberto Maluf, representante da presidência da ABEIFA.

Em todo mundo, vendas de veículos elétricos crescem mais que a de modelos convencionais

O setor de veículos elétricos engloba, desde as empresas fornecedoras de energia elétrica até as pequenas e médias empresas responsáveis por componentes, em uma cadeia dinâmica. No Salão Latino Americano de Veículos Elétricos, todos os pontos dessa cadeia de valor estarão representados. “Em 2014 geramos R$ 30 milhões em negócios e este ano podemos ter crescimento mesmo diante do atual cenário econômico”, informa Ricardo Guggisberg, presidente da ABVE-Associação Brasileira do Veículo Elétrico, promotora do evento.

“A mudança para os motores movidos total ou parcialmente a eletricidade já é uma realidade”, afirma Ricardo. “Praticamente todos os grandes fabricantes do mundo estão desenvolvendo essa tecnologia e lançando veículos híbridos ou elétricos cada vez mais populares e acessíveis. E vários países já contam com programas de incentivo ao carro verde para favorecer a transição para tecnologias mais limpas”, explica. “O resultado é um crescimento de 95% na frota global de veículos elétricos, que somava mais de 665 mil unidades em todo o mundo no final de 2014 e que deve chegar a quase 20 milhões em 2020, segundo estudos internacionais”, completa. “No caso do Brasil, cujo processo de industrialização mais recente está umbilicalmente ligado à indústria automotiva, a migração para o carro verde é uma oportunidade ímpar de revitalizar o setor, gerando empregos e consolidando o país no seleto rol das nações exportadoras de veículos elétricos”, analisa.

Desde 2005, o mercado de carros elétricos vem crescendo 24,9% ao ano, contra 3,1% do mercado de convencionais. Se em 2011 as vendas globais de veículos elétricos mal alcançavam as 50 mil unidades, em 2014, elas ultrapassaram a marca dos 300 mil veículos. O maior salto se deu nos anos mais recentes: de 2012 para 2013, por exemplo, o mercado de veículos puramente elétricos cresceu 77,6%, sendo os EUA o maior mercado em termos absolutos. A China, aliás, que encara as energias limpas como estratégia de crescimento, já conta com 230 milhões de bicicletas elétricas circulando e está entre os três maiores mercados de veículos elétricos no mundo, atrás apenas do Japão e dos Estados Unidos. A maior participação relativa, no entanto, é da Noruega, com 12% de todos os licenciamentos em 2014. Estes e outros dados sobre o mercado mundial de veículos elétricos podem ser obtidos na Agência Internacional de Energia.

No caso dos híbridos, o maior mercado global é o Japão. O país lidera os licenciamentos, tanto em valores absolutos quanto relativos. Somente em 2013, foram mais de novecentos mil veículos híbridos licenciados, ou 17,33% do total. Países com frotas relativamente pequenas, como Noruega e Holanda, já possuem cada mais de 40 mil veículos elétricos circulando; ambos são os países onde houve maior crescimento percentual de participação de mercado e, coincidentemente, onde os veículos elétricos tem maior presença no total da frota.

No Brasil, entre híbridos e puramente elétricos, eram 3 mil veículos no final de 2014, mas este número deve crescer exponencialmente na avaliação da ABVE. “Como em toda nova tecnologia, o preço ainda é uma barreira, portanto os incentivos governamentais são um imperativo para a disseminação do veículo elétrico. Medidas como a isenç ão do rodízio municipal e da parcela municipal do IPVA pela Prefeitura de São Paulo são um bom começo, mas agora precisamos do apoio dos governos estaduais e do federal”, explica Ricardo. “Atualmente a importação dos híbridos sem ‘Plug In’ tem alíquota de Imposto de importação reduzida, porém os elétricos e híbridos ‘Plug In mais modernos e sustentáveis ainda não. Precisamos atualizar essa política e criar políticas de fomento que favoreçam o crescimento do setor. O tamanho do mercado brasileiro justifica a produção interna, quando houver escala, portanto precisamos fomentar essa escala”, sintetiza. Além de São Paulo, os Estados do Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul têm alíquota diferenciada, com desconto de 50% no IPVA. No caso dos estados do Piauí, Maranhão, Ceará, Sergipe, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Pernambuco, a isenção é total.

Embora vivamos dias de avanços tecnológicos constantes, são poucos os que levam à troca de todo o parque de produtos instalados. Foi assim, por exemplo, com as TVs de tela plana, que deram novo fôlego à indústria eletrônica. Ou com o recente avanço dos smartphones, que estão aposentando os celulares sem conexão com a internet. Mas quando falamos da indústria automotiva, uma mudança desse porte não acontece sempre, apesar de seu cronograma anual de lançamentos. Mas agora a indústria automotiva tem em mãos uma tecnologia poderosa o suficiente para fazer com que os atuais proprietários troquem seus veículos, se a eles forem dadas condições favoráveis de compra e financiamento.

Em termos de eficiência energética, os veículos elétricos apresentam um avanço significativo: tradicionalmente, os motores a combustão têm níveis de eficiência que beiram os 40%, ao passo que a eficiência total em um veículo puramente elétrico fica em torno de 60%. Outra simulação da Itaipu, se 100% da produção anual de 3,4 milhões de veículos no Brasil fosse de veículos 100% elétricos, o consumo de energia dessa frota não ultrapassaria 3,3% do total disponível para o país.

Em termos de redução de emissões dos gases causadores do efeito estufa, esta tecnologia é imbatível. Os modelos híbridos emitem 40% de um modelo convencional e os modelos puramente elétricos tem 0% de emissões. Isso é bom para o planeta, mas é melhor ainda para a saúde das pessoas e para o orçamento da saúde pública. Estudo feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo para o Instituto Saúde e Cidadania mostra que a poluição atmosférica será a causa de 250 mil mortes nos próximos 15 anos, 25% delas somente na cidade de São Paulo. Noventa por cento da concentração de material particulado no ar é proveniente de veículos motorizados e vai levar um milhão de pessoas a se hospitalizarem, causando gastos públicos na casa de um bilhão e meio de reais.

Fonte: Divulgação

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