Venda de implementos só deve reagir em 2017

por Blog do Caminhoneiro

linha 2016 librelatoA indústria de implementos rodoviários amarga uma retração de 41% dos emplacamentos até setembro. Sem perspectivas de melhora do cenário no curto prazo, o setor projeta um início de retomada somente para 2017.

“Os fabricantes sofrem diretamente os efeitos do desaquecimento da economia”, afirmou em nota o diretor executivo da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), Mario Rinaldi.

Segundo dados divulgados pela entidade nesta quinta-feira (8), de janeiro a setembro os emplacamentos do setor somaram 69 mil unidades, queda de 41,02% em relação a igual período do ano passado.

De acordo com o presidente da Anfir, Alcides Braga, com perspectivas desanimadoras para a economia em 2016, o setor não será capaz de se recobrar do tombo. “Recuperar a retração atual de mais de 40% é algo que não deverá acontecer antes de 2017”, pondera.

A retração do mercado de carrocerias está intimamente ligada à queda acentuada das vendas de caminhões. Segundo dados divulgados na última terça-feira (06) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), até setembro os emplacamentos do segmento recuaram 43,9%, para 55,5 mil unidades.

A queda foi ainda maior na categoria de pesados, cuja retração atingiu 60,3% na mesma base de comparação.

Com isso, os emplacamentos de carrocerias tiveram uma sensível queda, principalmente no segmento de pesados. De acordo com a Anfir, de janeiro a setembro as vendas de reboques e semirreboques alcançaram 22,5 mil unidades, queda de 46,2% em relação a igual período do ano passado.

Já na linha de carroceria sobre chassi (leves), as vendas atingiram 46,4 mil unidades até setembro, retração de 38,08% na comparação com o mesmo período de 2014.

Segundo Rinaldi, a indústria de implementos rodoviários depende essencialmente do desempenho da economia, que no momento não é bom. “Qualquer redução ou mesmo interrupção nos negócios de algum segmento afeta diretamente a nossa produção”, comenta o diretor da Anfir.

Carteira vazia

Recentemente, o presidente da Anfir afirmou  que o desempenho da indústria, em 2015, pode ser considerado o pior em quase dez anos.

O dirigente acrescentou que a carteira da indústria de implementos, que historicamente trabalha com 30 a 60 dias de pedidos, está esvaziada. “Atualmente, uma ou outra empresa tem alguma encomenda”, pondera Braga.

Fonte: DCI Texto de Juliana Estigarríbia

COMENTAR

QUER ENTRAR EM CONTATO COM O BLOG DO CAMINHONEIRO? ENVIE UMA MENSAGEM CLICANDO NO NÚMERO ABAIXO

042-3532-4235

Artigos relacionados

Escreva um comentário