Guerra encerra ano difícil recuperando a posição de segunda colocada em implementos

por Blog do Caminhoneiro

Graneleiro GuerraNum ano que se encerra com cerca de 60% de redução da produção de implementos rodoviários no país, basicamente gerado pelo descrédito do empresariado nacional nas políticas econômicas federais e nos gravíssimos atos de corrupção que assolaram o Brasil, a Guerra S/A conseguiu recuperar sua posição como a segunda maior produtora de semirreboques no Brasil.

O ano de 2014 já havia dado sinais de recessão logo após as eleições presidenciais quando, em dezembro daquele ano e janeiro e fevereiro de 2015, as vendas despencaram devido à enorme redução da produção nacional. Com um cenário totalmente indefinido, as instituições financeiras reduziram sobremaneira suas exposições, fato que agravou a situação das empresas demandadoras de recursos de terceiros. O ano avançava sem sinais de melhora e os vencimentos dos compromissos assumidos em anos anteriores foram fragilizando cada vez mais a saúde financeira da companhia. Segundo Roberto Vergani, Diretor de Operações da Guerra S/A, “outras crises já foram enfrentadas no passado, mas nunca uma como esta que reduziu produção, mercado, postos de trabalho em massa e um achatamento dos preços finais que inibiram a geração de riqueza da empresa”.

A situação se tornou quase irreversível quando os bancos começaram a pressionar de maneira mais agressiva pelo cumprimento dos empréstimos. As taxas de juros cada vez maiores faziam com que as dívidas crescessem exponencialmente dificultando qualquer possibilidade de negociação, mesmo que parcialmente. Mesmo assim, as instituições financeiras mantinham diálogo para a busca de uma solução. Entretanto, no dia 1º de julho, devido à ação de execução de um daqueles bancos credores, a Guerra S/A, visando preservar as suas operações e a manutenção dos seus postos de trabalho, viu-se obrigada a recorrer à ferramenta jurídica da Recuperação Judicial (RJ), de maneira totalmente defensiva. Altamir Fernandes, Diretor Financeiro da holding que controla a Guerra S/A, afirmou: “esta decisão foi muito difícil de ser tomada, pois tínhamos ciência de todas as dificuldades que passaríamos a enfrentar além dos problemas mercadológicos que já estavam batendo em nossa porta”.

Mantendo a sua tradição de respeito a todos os seus colaboradores, a Guerra S/A não colocou os valores das rescisões trabalhistas oriundas das dispensas realizadas nesta crise para dentro da RJ. Fez acordo com seus cerca de 350 colaboradores que foram demitidos e está pagando pontualmente estes compromissos. Tal atitude mereceu comentários elogiosos por parte do sindicato e até de pessoas ligadas ao judiciário trabalhista de Caxias do Sul. Para concluir este difícil ano para a companhia, foi feito um esforço muito grande para honrar os encargos com o 13º salário, férias e abono de férias. Vergani complementa: “nesta segunda-feira, quando entrarmos em férias coletivas, todos os colaboradores da Guerra S/A terão recebido na íntegra os valores relativos a 2015. Esta é a gratidão da Diretoria para com todos aqueles que estão se doando para a recuperação da empresa“.

Fonte: Divulgação

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