Apaixonado por carros, fotógrafo transforma hobby de automodelismo em negócio

por Blog do Caminhoneiro

caminhaocampEm 2011, Emílio Campi, fotógrafo e webdesigner de Ubatuba, buscava por um carro de controle remoto realista de um Land Rover Defender D90. Apaixonado por carros robustos, Campi passou dias procurando pelo modelo em lojas físicas e virtuais. Depois de algumas semanas sem sucesso, desistiu e decidiu fazer ele mesmo sua miniatura.O processo para montar o pequeno Defender D90 foi demorado.

Depois de quase seis meses esperando por peças e aprendendo sobre pintura, modelagem, mecânica e elétrica, o fotógrafo finalmente tinha construído seu querido carrinho. “Tive que ser autodidata. Pesquisava na internet e tirava dúvidas com profissionais”, diz.

Quando o modelo ficou pronto, era hora de exibi-lo nas redes sociais. Campi ficou surpreso quando amigos, e até mesmo pessoas desconhecidas, começaram a se interessar pela ideia e perguntar quanto ele cobraria para fazer um modelo. O empreendedor já fez mais de 200 miniaturas nos últimos cinco anos, cada uma diferente da outra, e adicionou uma nova atividade profissional ao seu currículo.

Negócio

carroabrecampiCom o sucesso, decidiu criar um site para mostrar seu portfólio aos interessados e também receber pedidos de orçamento, que podem ser feitos por pessoas de qualquer lugar do Brasil.

Um modelo comum das miniaturas feitas pelo fotógrafo é vendido entre R$ 3 mil e R$ 4 mil. Mas isso vale apenas para as reproduções de carros, pois as miniaturas de caminhões e ônibus podem custar de R$ 5 mil a R$ 9 mil.

A faixa de preço é bastante ampla, pois, como explica Campi, as miniaturas “não são brinquedos, são modelos artesanais de controle remoto com o maior nível de detalhe possível. Nenhum modelo é igual ao outro, nem mesmo se eu tentar reproduzí-los fielmente”. Ou seja, para cada carrinho são necessárias peças específicas, o que impede a padronização de preço.

Durante a fabricação, Campi realiza testes em uma pista off-road miniatura construída por ele mesmo. O fotógrafo filma tudo e avalia o desempenho do modelo a partir das imagens. Isso é feito para que todas as alterações necessárias sejam encontradas e o cliente tenha o melhor carrinho que poderia ser construído pelo fotógrafo.

“Sempre me perguntam ‘qual o seu melhor projeto?’, e eu sempre respondo que será o próximo, que eu ainda não fiz. Porque eu estou sempre me aprimorando e a cada modelo aprendo coisas novas”, diz.

Nostalgia

A maioria dos clientes tem idade acima de 40 anos. “Acredito que essas pessoas, quando crianças, tiveram vontade de ter um carrinho de controle remoto, que até existiam na época, mas eram muito caros. Agora, com recursos disponíveis, elas podem finalmente comprar o que sempre quiseram. Muitas me falam que é como se fosse a realização de um sonho de infância”.

Muitos dos clientes que solicitam orçamentos de automodelos também pedem por miniaturas de carros antigos. Como quase toda a produção das miniaturas é feita de forma artesanal, existe essa possibilidade de Campi construir praticamente qualquer tipo de veículo, o que acaba atraindo colecionadores e saudosistas do automodelismo.

Ano de crise, novas oportunidades

Em 2015, Campi começou a enfrentar uma queda nos pedidos devido ao aumento do dólar. Como a maior parte das peças é importada — do Japão, dos Estados Unidos, da Alemanha e da China —, ficou mais caro produzir as miniaturas, o que exigiu uma diminuição da margem de lucro. “ Tive que fazer a redução para manter o mesmo volume de venda. Atualmente, de 60% a 70% do valor que pratico na venda é referente ao custo para produzir os modelos”.

Por outro lado, Campi espera que esse ano os negócios sejam melhores. Segundo ele, o hobby do automodelismo está sendo bem divulgado e cada vez chegam mais pedidos de orçamento para ele. “Acredito que esse ano será melhor para o mercado dos modelos customizados”. Embora tenha uma empresa aberta no ramo da publicidade, Campi diz que não pretende formalizar seu negócio de modelismo ainda, pois considera o volume de produtos baixo. “Como são projetos personalizados, acabo vendendo entre um ou dois modelos por mês”.

Fonte: Revista PEGN

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