Desperdício de comida nas estradas do Brasil é destaque em mostra em Madri

por Blog do Caminhoneiro

Caminhão capotado com milho. Jangada, MT 163.De toda a produção de grãos no Brasil, cerca de 8% dos alimentos são perdidos em acidentes de trânsito no trajeto até os portos, um exemplo do grande desperdício de comida que ocorre em nível mundial e foi retratado pelo fotógrafo brasileiro Ricardo Teles.

“Este era um tema que tinha que ser falado, porque a vida das pessoas depende disso”, denunciou Teles, em conversa telefônica com a agência Efe.

Essas imagens podem ser vistas a partir desta quarta-feira (3) na exposição “Estradas dos Grãos”, organizada pela Embaixada do Brasil em Madri e a Fundação Cultural Hispano-Brasileira na Casa da América de Madri até o dia 24 de fevereiro.

“Estrada dos grãos” faz parte de um projeto fotográfico que surgiu quando Teles foi contratado para documentar, ao longo de um ano, a construção de uma fábrica no extremo sul do estado da Bahia, em uma das estradas mais importantes do país.

O documentarista e fotojornalista foi testemunha da transformação de um universo criado nas laterais da estrada em um “novo” Brasil, algo que quis reproduzir por meio das dez fotografias que compõem a exposição, e que mostram o dia a dia da vida dos caminhoneiros pelas estradas do país.

Para Teles, as estradas são os principais nexos de união entre as comunidades e os canais de abastecimento da produção, e sintetizam o “rico” universo social que vive e depende delas para sua subsistência.

Com este projeto, pelo qual Teles reconhece ter um “carinho maior” do que por outros trabalhos, o fotógrafo pretende falar de problemas sociais, tais como a prostituição, mas também de problemas ambientais e climáticos.

Teles, ganhador dos prêmios Sony Awards –na categoria Viagem, outorgado pela World Press Organization (2014)–, New Holland de Fotojornalismo (2013) e Ayrton Senna de Jornalismo –na categoria Fotojornalismo (2003)–, entre outros, destacou também o “poder de síntese” que a fotografia oferece, ferramenta que lhe permite retratar a realidade brasileira.

“Busco uma imagem que possa traduzir uma ideia que qualquer pessoa do mundo possa compreender”, concluiu.

Fonte: Folha

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