Condutores reclamam de vias esburacadas no Polo de Camaçari-BA

por Blog do Caminhoneiro

estrada buraco rodoviaMotoristas que transitam pelas vias internas do Polo Industrial de Camaçari, na Grande Salvador, têm reclamado do estado de conservação das rodovias. Algumas delas, que levam a grandes indústrias, apresentam asfalto desgastado, ausência de recapeamento e enormes buracos.

Quem transita, sobretudo à noite, pela rota conhecida como Estrada da Cetrel precisa estar atento para não cair nas armadilhas escondidas no asfalto. Paralela à BA-099, a via é uma das principais alternativas de tráfego entre a Estrada do Coco e o polo  de Camaçari.

Os buracos têm causado prejuízos aos condutores, como pneus furados, suspensão quebrada e peças danificadas. Além da falta de  conservação da via,  motoristas que passam por ela reclamam da ausência de acostamento em alguns trechos, falta de sinalização e iluminação.

O  precário estado da rodovia, além de danos aos veículos, tem preocupado condutores com relação à segurança. Por conta dos buracos, eles dizem que precisam reduzir a velocidade, o que os deixa vulneráveis à ação dos criminosos.

Prejuízos

Caminhoneiro há dez anos,  José de Matos alega que, por conta dos buracos na estrada, a empresa onde trabalha tem acumulado prejuízos devido às constantes reposições de peças.

“A minha sorte é que o caminhão não é meu. Se fosse, eu teria que pagar do próprio bolso”, afirmou o profissional.

Assim como ele, o caminhoneiro Marcos Monteiro, 35 anos, transita diariamente pela Estrada da Cetrel, onde as más condições da rodovia afetam o ritmo do trabalho. “Essa via é um atalho. E, como tal, deveria encurtar as distâncias, mas acabo acrescentando meia hora no trajeto”, reclamou.

Os prejuízos são maiores para quem utiliza veículos de passeio, como o industriário Ronaldo Amorim, 54 anos. “Eu uso carro  próprio. Já perdi pneu e roda nesses buracos. Sem falar no dinheiro gasto por ser obrigado a fazer constantes revisões antes do prazo”, alegou ele.

O medo do técnico em elétrica Osvaldo dos Santos, 39 anos, é  sofrer um assalto enquanto reduz a velocidade para passar nos trechos esburacados. “Já ouvi diversos relatos de colegas que foram cercados por grupos de pessoas que saíram de dentro do mato para assaltá-los”, contou.

Fonte: A Tarde

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