Caminhoneiros poderão ter aposentadoria especial e outros beneficios

por Blog do Caminhoneiro

Scania-T113H-360-Bitrem-graneleiro-na-estradaNesta segunda-feira (25), o Estatuto do Motorista (PLS 271/2008) foi discutido na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), presidida pelo Senador Paulo Paim. O senador gaúcho reiterou que considera um “desafio” buscar ouvir todos os setores envolvidos, da área privada aos trabalhadores, passando pelo governo federal, na busca de um texto de consenso. Na audiência, sindicalistas apresentaram reivindicações, como a adoção da aposentadoria especial, mais pontos de descanso e a definição de um valor mínimo para o frete.

Para Paim, a categoria é “extremamente injustiçada” e percebida com “certo descaso” por parcelas da sociedade. Ele considera isso um grande paradoxo, uma vez que, como ressaltou, “sem esses profissionais a economia não funciona”. O senador observou que, especialmente os caminhoneiros, são obrigados há décadas a conviver com um cotidiano de baixos salários e péssimas condições de trabalho.

“Quando apresentei propostas como o Estatuto da Igualdade Racial, a política de valorização do salário mínimo e o Estatuto da Pessoa com Deficiência, foi difícil. Foram anos de negociações com a sociedade, com o Parlamento e o governo. Hoje são propostas aprovadas e sancionadas”, lembrou Paim, confiante de que um acordo, uma “concertação”, pode e deve ser construída em torno do Estatuto do Motorista.

Aposentadoria especial

Diversos setores presentes à reunião manifestaram o entendimento de que o desafio é incorporar propostas históricas da categoria e incrementar reivindicações relacionadas à infraestrutura, tendo como foco a viabilidade do negócio.

Luís Festino, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT), lembrou que a frota de caminhões e outros veículos utilizados no transporte de cargas chega a 12 milhões de unidades. Ele lamentou o fato de que legislações aprovadas nos últimos anos pelo Congresso Nacional tenham “piorado” a situação dos caminhoneiros. Citou como exemplo a questão da aposentadoria especial, reivindicada pela categoria.

“Abrimos mão da aposentadoria especial em troca da diminuição da jornada de trabalho, mas depois todo esse acordo foi jogado no lixo”, criticou Festino, fazendo referência às Leis 12.619/2012 e 13.103/2015.

O sindicalista acredita que nenhuma melhora estrutural para a categoria virá sem a participação efetiva do governo federal. Ele disse que apoia o Plano Nacional de Logística Estratégica, do governo de Dilma Rousseff, além da adoção de legislações e políticas que cheguem aos estados e municípios, e a efetivação de um plano multimodal, que envolva toda a cadeia logística. A CNTTT também quer processos de planejamento participativo, algo que, segundo Festino, ainda é “embrionário”.

Neori Tigrão, presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga, afirmou que os caminhoneiros voltarão a lutar pela adoção da aposentadoria especial, podendo usufruir desse direito após 25 anos de trabalhos.

“É muito justo, abrimos mão do convívio com nossa família durante todo esse tempo em nome do sustento”, disse Tigrão.

A aposentadoria especial, como ressaltou, abre uma janela para que os caminhoneiros dediquem-se a outras atividades de complementação da renda. Ele disse ainda que o sindicato quer incluir no Estatuto do Motorista medidas concretas de melhoria das condições de trabalho. Entre elas, estão a possibilidade de mais pontos de descanso e alterações na jornada de trabalho.

Carlos Dahmer, do Sindicato dos Trabalhadores Autônomos de Carga (Sinditac), afirmou que a categoria quer a adoção do valor mínimo para os fretes.

“Todo trabalhador tem salário mínimo. O taxista tem a bandeirada mínima. Existe tarifa no ônibus. Por que não o valor mínimo para o caminhoneiro?”, questionou Dahmer, citando estudos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da Universidade de São Paulo (USP) para reforçar sua reivindicação.

Dahmer acredita que a adoção do “valor mínimo” para o frete não significa um tabelamento. Portanto, segundo ele, não seria inconstitucional. Para o sindicalista, hoje a categoria é “achacada” e a ausência de política pública é que leva à adoção de jornadas exaustivas e o sobrepeso nas cargas.

Outros dois participantes, Alexandre Oliveira, da ANTT, e Edmara Claudino, da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística), disseram que as entidades defendem a “ampla concertação”, envolvendo também o setor privado e o governo na busca de um consenso para aprovação do texto.

Fonte: Agência Senado

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CICERO BRITO. 31/12/2016 - 23:07

Viajo a 23 anos durante todo esses anos foram muita luta e sonhos frustados,espero que alguém faça alguma coisa pela nosa classe porquê todos os dias entrando com uma boa parte das noite nós fazemos muito por todos vocês,muita das vezes quê chegamos em algum ambiente pra muita gente chegou um montro,tem algumas pessoas que até ponha a mão no nariz por quê nós não tamos bem vestido e ainda com cheiro de suor,mas é o nosso trabalho pra fazermos o noso salário temos que trabalhar até 18 horas por dia, augumas empresa não tem como paga salário fixo,pois nos presos dos fretes n eles ganhão nada, vô para de escrever já virou um jornal,feliz ano novo à todos.

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Sérgio Ferreira 12/11/2016 - 22:59

O que dizer quando sabemos que esses politicos só votam a favor das classes dominantes deste país. Somos explorados e discriminados pelos empresários,sindicatos e até uma parte de nossa sociedade…só Deus por nós para livrai-mos de tudo e de todos os percausos dessa nossa profissão.

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Sergio 03/11/2016 - 21:37

Muitos camioneiros, assim como eu fiz,estão desistindo pela péssima condição que temos,desvalorização,baixa remuneração e ainda mais”..ainda somos considerados mal elementos onde temos que provar muitas coisas para poder renovar uma habilitacao”.É apenas um desabafo espero que aconteça alguma coisa que incentive essa categoria a continuar e alguns a voltar para as rodovias. …

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Toni jerry 03/11/2016 - 09:52

Parabéns paim. Estamos pré a parar de vez n é greve. É que n estamos tendo condições de seguir estamos passando uma situações que nunca imaginava que isso iria passar. Algo tem que ser feito urgente ,pois precisamos nós motoristas que transportamos o Progresso

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nelio graciano 02/11/2016 - 12:44

a única aposentadoria especial que é aceita no congresso, é a deles mesmo e seus fartos beneficios, nunca que aprovarão isto,3

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Arno Loss 02/11/2016 - 09:49

Partindo desse tipo de politico duvido muito.

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Mário Abranches 01/11/2016 - 22:18

Temos visto muitos sindicalistas falarem bonito, mas na hora de agirem pela categoria se vendem e nos trai!
O sindicato dos rodoviários do ES fechou tardiamente uma proposta com aumento abaixo da inflação,6% , uma vergonha, denegrindo e afundando mais a categoria que se encontra esmagada, ser motorista carreteiro hoje no ES é um grande desafio, poucas oportunidades e salários e credibilidade baixa, por não termos voz!
O mínimo é esperamos algo do Governo federal, pois a partir de sindicatos, estamos em roubada!!!

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Clei Araújo da Silva 01/11/2016 - 23:53

Tomara que dê certo por que essa classe não tem valorização

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Alessandra Alves 01/11/2016 - 23:24

Amém até que enfim

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Dirceu Benatto Junior 01/11/2016 - 23:23

Seeeeeeeeeeeis

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Renato Mendonça 01/11/2016 - 23:07

Deus seja louvado , fortalece senhor Jesus Cristo !!!

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jackson caetano da silveira almeida 29/10/2016 - 18:25

estou desistindo da profissão que tanto amava só não parei ainda porque não tive a oportunidade se não se dane quem precisar de comer come,terra, motorista heroi sen medalha, 30 centimetro da morte a todo momento ,mas protegido por deus, profissao perigo.

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solange de jesus evangelista 22/10/2016 - 15:46

se não legalizarem leis para valorização desta profissão hoje. no futuro não haverá profissionais para aceitarem tanto descaso e a economia vai parar…….ou será que vão inventarem robôs para dirigir dia e noite, sem vaorização nenhuma das autoridades…..visando hoje a falta de consideração destes profissionais, duvido que vão incentirar filhos a seguirem esta profissão.

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flavio amauri lessa dos santos 24/09/2016 - 09:29

Já esta na hora de nossos políticos pensarem mais na nossa classe pois somos esquecidos por todos e muitas vezes discriminados pela sociedade que só vai saber o nosso real VALOR quando faltar o seu pão na mesa, gasolina no carro, remédios no hospital e porai vai a lista que é longa.

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Maxwell William 08/09/2016 - 00:03

Meu sonho tbm

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Ruan Oliveira Mendes 07/09/2016 - 23:47

Meu sonho

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Pedro Dias 07/09/2016 - 23:21

Ruan Oliveira Mendes Julis Moreira Maxwell William

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larry de paiva alves 07/09/2016 - 08:20

com certeza a lei sera a favor do trabalhador brasileiro

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Ederson Giacometti Lourenço 06/09/2016 - 14:42

Se o nosso serviço fosse normal podia ser como os outros mas qual outro serviço sr trabalha 24 hrs por dianada mais justo

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Matheus Schafer 06/09/2016 - 14:06

Gustavo Kamphort Behling igualzinha a jacaroa

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Gustavo Kamphort Behling 06/09/2016 - 14:16

Essa nao tem tempo feio

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Marcos Pedro 06/09/2016 - 13:14

Obama eu quero

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Fernando Cadona 06/09/2016 - 11:00

Ja passou da hora de olharem para nossa classe

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André Araújo 05/09/2016 - 15:29

Tomara vai ser muito bom

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Sergio Martins 05/09/2016 - 15:01

Quando isso acontecer vc me avisa porque meu pai sta se aposentando e até agora nada só porque ele é proprietário imagina isso é o que ele já pagou

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Laio Jociane 05/09/2016 - 14:19

So se for po invalides!!!!

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Paulo Santana 05/09/2016 - 14:09

Ate que enfim

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gledson mendes de albuquerque 04/09/2016 - 15:22

e mais facil enganar um carreteiro do que uma criança ,pois nos profissionais do volante nao nos valorizamos eu sou motorista de bitrem de 9 exos tem alguns colegas que por dirigir um trinta metro quer menospresar aquele que anda no ls . Nos somos a classe que nao tem uniao pois voce so ve colega xisnovando um ou outro ,eu tenho orgulho da minha profissao se nos unissimos os patroes eram obrigados a pagar dez mil de salario mais nao somos unidos .pois quando pensam em faser greve acham que parar rodovias vai resolver isso nao.O que resolve e ninguem sair da garagem nao e preciso fechar rodovias ou quebrar carros de colegas nao somos baderneiros somos profissionais lembremonos disso .um abraço a todos os colegas.

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Capitão Gancho 04/09/2016 - 10:22

Lei para frete mínimo?
Precisa não!!!!
O que precisa é os profissionais fazerem como eu faço, só carrego fretes locais quando faço umav iagem mais longa tem que ser com o valor que dê para pagar os custos e sobrar, e antes de carregar, acerto com o contratante a diária parada caso
cliente não descarregue.
Se não for desse jeito,
EU NÃO VOU!!!
Tem quem diga, “se eu não for outro vai”, enquanto todos não se conscientizar, nada vai melhorar!

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Adriano Lima Roza 31/08/2016 - 13:37

Este poderão e igual ver enterro de anão! Agente sab q morre mais ninguém v

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