Anfavea revê projeções e espera queda de 5,5% na produção de veículos em 2016

por Blog do Caminhoneiro

linha de montagem volkswagen up taubateA Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) anunciou ontem que revisou para baixo as projeções de produção e venda de veículos zero-quilômetro em 2016. Em janeiro, a entidade previa que, ao fim do ano, o total de unidades fabricadas no País fosse 0,5% maior do que em 2015. Agora, a estimativa é a de que haja retração de 5,5% ante o ano anterior, quando 2,429 milhões de carros saíram das linhas de montagem.

Em relação às vendas, a Anfavea passou a considerar o cenário de que, em dezembro, seja contabilizada queda de 19% em relação a 2015, ano em que 2,154 milhões de veículos nacionais foram licenciados em todo o Brasil. Em janeiro, a projeção era a de que a redução fosse de 7,5%.

“As novas previsões consideram as dificuldades do cenário econômico neste começo de ano, que afetaram negativamente as vendas de veículos leves e pesados”, comenta o presidente da Anfavea, Antonio Megale.

O único prognóstico que foi revisto para cima foi o de exportações: no início do ano, a expectativa era a de que, ao fim de 2016, o número de unidades mandadas para fora do País aumentasse 8,1% em relação às 416,9 mil de 2015. Agora, a associação prevê alta de 21,5%. Megale atribui esse possível crescimento à busca da indústria brasileira por novos parceiros comerciais e ao câmbio, já que, no primeiro semestre, o real está mais desvalorizado em relação ao dólar na comparação com 2015.

Balanço

Entre janeiro e maio, a produção de veículos no País teve queda de 24,3%, passando de 1,1 milhão para 834 mil unidades. Considerando apenas carros de passeio e comerciais leves, a retração foi de 24%. Já entre os caminhões, houve decréscimo de 29,2% (de 36,3 mil para 25,7 mil).

O estoque de veículos parados nos pátios caiu de 250 mil para 236,4 mil, o que, pelas condições atuais de mercado, seriam necessários 42 dias para eliminar o excedente.

A consequência do desaquecimento do mercado é o desemprego: em maio de 2015, 138,2 mil pessoas trabalhavam nas montadoras sediadas no Brasil. No mês passado, eram 128 mil funcionários, o que representa queda de 7,4% no nível de mão de obra.

Fonte: Diário do Grande ABC

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