Michel Temer se comprometeu a ajudar os caminhoneiros

O Presidente Michel Temer se comprometeu com o Senados José Medeiros (PSD-MT) a ajudar o setor de transporte rodoviário de cargas no Brasil. O senador ouviu as palavras do presidente ontem, em uma reunião em Brasília.

A reunião com o governo era uma das pautas da greve, que fechou rodovias de todo o país por seis dias. Os caminhoneiros protestaram por causa da queda no valor do frete, defasados há vários anos, e também de outros temas, como aumento no valor do diesel, vale-pedágio e pagamento de diárias.

No Mato Grosso, uma reunião foi agendada com o governo estadual para o próximo dia 23, segunda, onde Gilson Baitaca, um dos representantes da categoria e líder das primeiras manifestações, conversará com o governo estadual e empresas para tentar melhorar a situação do transporte no estado.

A aprovação da tabela mínima do frete é considerada incostitucional pelo governo do MT. “Há uma inconstitucionalidade para estabelecer esta tabela. No entanto, o que podemos fazer é buscar uma alternativa”, afirmou o vice-governador, Carlos Fávaro (PSD), que representa o governo na negociação.

Em publicação no Facebook, o Senador Medeiros disse que “O presidente Michel Temer recebeu de minhas mãos hoje várias demandas do estado de MT. Focamos ainda, conforme prometido, com muita preocupação o debate sobre a questão dos caminhoneiros. Saímos da reunião com o ministro Padilha designado pra receber representantes da categoria, que convocaremos o mais breve possível.”

Também foi publicado um vídeo, onde Temer fala aos caminhoneiros. De acordo com o presidente, foi designado o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, para iniciar as negociações com os caminhoneiros.

As reivindicações dos caminhoneiros são de 2015, e foram solicitadas ao governo durante as grandes greves que ocorreram naquele ano. Na época, o Governo Dilma se comprometeu com as reivindicações, porém até o momento, quase dois anos se passaram e nada foi feito.

Os caminhoneiros terminaram os bloqueios em rodovias em todo o país na quarta-feira, e prometem voltar a fazer paralisações caso as pautas não sejam atendidas.

A crise no transporte é tão grave que empresas estão fechando, caminhoneiros sendo demitidos, e sobra mão-de-obra no mercado, situação bem diferente de 2010 a 2012, onde estimava-se uma falta de até 100 mil motorista no Brasil.

Publicado por
Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

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