Para destacar os perigos de um cão livre no banco traseiro ou simplesmente separado por uma tela frágil, o Centro de Tecnologia Allianz (AZT), na Alemanha, realizou um teste de colisão usando cachorros de pelúcia com tamanho e peso similares aos animais reais. As réplicas Bobby e Max foram colocadas dentro do carro e o automóvel dirigido contra a parede. Max atravessou o interior do veículo e se chocou contra o painel. Bobby, o cão menor, permaneceu no banco de trás.
Se um carro bate a velocidade de 40 km/h, um cachorro pode se tornar um projétil perigoso, já que no ar é arremessado pesando 40 vezes mais. Por exemplo, um pastor alemão com 35 quilos pode bater com uma força de 1.400 quilos. O dano que isso pode causar pode ser simulado à medida que o corpo do cão é lançado contra o painel do carro e, às vezes, para fora, em direção ao para-brisas. Ou seja, pode haver consequências trágicas tanto ao animal quanto aos demais passageiros.
Carona segura
Carsten Reinkemeyer, chefe de Tecnologia e Segurança de Veículos do AZT, recomenda proteger cães de até doze quilos com uma coleira anexada ao cinto de segurança. Os cachorros maiores devem viajar em caixas transportadoras na parte traseira do automóvel, já que podem colidir com o banco da frente se amarrados a coleiras.
As simulações do AZT mostram que prender o cão adequadamente aumentam as chances de que todos ocupantes sobrevivam a uma colisão. Além disso, conter o animal garante que, mesmo aterrorizado, não fugirá do local do acidente ou atrapalhará qualquer serviço de resgate a ser realizado. Ainda, ao prendê-lo com segurança, o motorista mantém seus olhos na estrada e suas mãos ao volante.
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