Falta de chassis força férias coletivas na Marcopolo




A diretoria da Marcopolo tornou pública, nesta quinta-feira, decisão de conceder 10 dias de férias coletivas para cerca de 5,5 mil dos 6 mil colaboradores da unidade de Ana Rech, em Caxias do Sul. A medida deve-se à falta de chassis de ônibus, situação já apontada por Francisco Gomes Neto, CEO da empresa, na teleconferência de apresentação dos resultados de 2016, como uma das dificuldades para a retomada dos negócios.

As montadoras brasileiras de chassis estão sem estoques, pois tiveram vendas elevadas no fim do ano e vêm produzindo em ritmo menor em razão de férias coletivas e da pausa para o Carnaval. Além das férias coletivas que terão início no dia 13, a Marcopolo avalia a possibilidade de adotar a flexibilização da jornada de trabalho nos dias 23 e 24 para somente retomar as atividades em 27 de março. Para que a flexibilização ocorra é preciso votação dos funcionários, marcada para a terça-feira.

Durante a teleconferência, o CEO informou que a Marcopolo tinha pedidos em carteira para cerca de 30 a 45 dias, uma situação melhor que a de 2016. A produção dos modelos Volare seguirá normal na unidade Planalto. A planta de Ana Rech tem foco em veículos rodoviários e urbanos especiais.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus, Fabus, o setor produziu, em janeiro, 346 unidades, recuo de 39% sobre igual mês do ano passado. A Marcopolo montou 64 veículos, dentre as plantas de Caxias e Duque de Caxias (RJ), declínio de 65%.

Com exceção da Caio Induscar, de Botucatu (SP), que manteve a mesma produção de 83 unidades, as demais marcas apresentaram quedas. A mais expressiva foi a da Comil, de Erechim, de 74%, para 26 ônibus. A Irizar, também de Botucatu, consolidou 15 unidades produzidas, em queda de 35%. A Mascarello, de Cascavel (PR), montou 67 veículos, recuo de 20%. A Neobus, de Caxias do Sul, agora sob o comando da Marcopolo, totalizou 91 ônibus, variação negativa de 5%.

Fonte: Jornal do Comércio





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