Pé no acelerador, apesar do momento incerto




Em 2016, o mercado brasileiro de veículos pesados voltou aos patamares de 2002 – 50.292 caminhões e 13.646 ônibus emplacados. Em relação a 2015, o ano passado fechou com retração de 29,92% nas vendas de caminhões e de 32,92% nas vendas de ônibus. Neste ano, as marcas que atuam no setor traçam suas estratégias para voltar a crescer. É o caso do Grupo Volvo.

Apesar de a retração das vendas nacionais ter sido particularmente acentuada no segmento onde sempre foi mais forte – o de caminhões pesados –, a fabricante sueca encontra razões para comemorar. E já planeja estratégias para ampliar sua participação. “Perseguiremos oportunidades de crescer, e essas oportunidades existem”, avisa Wilson Lirmann, presidente do Grupo Volvo América Latina – que tem sede em Curitiba e administra as marcas controladas pela empresa escandinava em 20 países latino-americanos.

Entre os setores da empresa que tiveram expansão no Brasil está a comercialização de peças e serviços. Em alguns casos, apresentaram até recordes. O Dynafleet, sistema de conectividade e gestão de frotas da Volvo, teve um crescimento de 60% em 2016, em relação a 2015. Já os planos de manutenção de frotas também apresentaram números positivos, assim como a área de vendas de veículos por meio de consórcios – que, em 2016, atingiu a marca de R$ 1,15 bilhão, um crescimento de 5% em relação ao ano anterior. E a Volvo Financial Services financiou 60% dos caminhões da marca vendidos no Brasil no ano passado – o percentual, historicamente, ficava em torno dos 40%.

O declínio das vendas de caminhões e ônibus no Brasil gerou uma alteração no mix de exportações da fábrica da Volvo no Paraná. Em 2015, 29% da produção era exportada. No ano passado, o percentual de exportação atingiu 42% da produção. O bom momento de alguns mercados da região, como Chile e Peru, também ajudou a embalar as vendas ao exterior. Apesar da crise brasileira, o conglomerado sueco anunciou que investirá R$ 1 bilhão na América Latina até 2019 – e 90% desse total será investido no Brasil, na fábrica de Curitiba, em novos produtos e na expansão da rede de concessionárias.

Mercado de ônibus é aposta de curto prazo

No setor de ônibus, o mercado brasileiro já foi o maior do mundo para a Volvo – hoje ocupa uma modesta sexta posição no ranking da empresa. Em 2016, mais de metade da produção da fábrica brasileira foi exportada, e o market share local da marca nos segmentos urbano e rodoviário subiu sutilmente, de 9,3% para 9,5%. Mas a expectativa da Volvo é que o mercado brasileiro em 2017 possa crescer entre 10% e 15%, embalado pelo início de mandato nas prefeituras municipais – período em que, normalmente, os novos prefeitos aproveitam para “mostrar serviço”.

Além dos ônibus urbanos, a marca aposta no crescimento dos modelos articulados, utilizados nos sistemas BRT – Bus Rapid Transit, em que os ônibus circulam em vias segregadas e com cobrança da tarifa em estações.

Fonte: AutoPress





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