Veículos apodrecem em pátios de SP e custam milhões aos contribuintes




Veículos apreendidos pela Receita Federal estão apodrecendo em pátios, que custam cerca de R$ 2 milhões, cada um, para os contribuintes. O poder público deixa de ganhar com a venda desses carros, porque os processos na Justiça para autorizar o leilão chegam a demorar uma década.

Em São Paulo são ao menos cinco mantido pela Receita Federal. Nestes locais, o cenário é parecido com o de um cemitério de carros, com ônibus e caminhões que ficam sob sol e chuva. Muitos deles foram usados pelo crime.

Só em São Paulo, 1907 carros, ônibus e caminhões parados estão nos pátios da Receita Federal. Carros envolvidos em disputas judiciais e cobrança de dívidas também apodrecem nos pátios. Alguns são do tempo em que as placas tinham duas letras e ainda eram amarelas.

Os veículos apreendidos são bens de valor, que agora pertencem ao Estado. Eles só voltam para o antigo dono se ele provar que não estava envolvido em contrabando. Se isso não acontecer, a Receita Federal só pode leiloar ou doar o caminhão depois que encerrar todo o processo e isso pode levar bastante tempo.

Ação do tempo

O efeito do tempo faz com que muitos carros fiquem enferrujados ou sejam tomados, por exemplo, por abelhas. Muitos não voltarão a rodar por estarem em más condições de conservação.

O último leilão, em Araraquara, no interior do estado, foi realizado em 2015. A Receita Federal diz que só pode vender, repassar a órgãos públicos ou doar veículos apreendidos quando a Justiça autorizar.

Um dos carros levava, de São Paulo para Minas Gerais, 31 quilos de cocaína escondida no painel. Um ônibus, que foi apreendido numa fiscalização, tinha um funcho falso, onde ficava escondido o produto de contrabando.

Em um dos pátios no interior de São Paulo estão carros apreendidos que transportava drogas, cigarros e produtos contrabandeados do Paraguai.

Fonte: G1 SP





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