VÍDEO: Caminhoneiro é agredido com barra de ferro durante protesto em SP




Um vídeo divulgado pela Polícia Militar mostra uma confusão envolvendo manifestantes e um caminhoneiro, durante os protestos contra a reforma da Previdência em Santos, no litoral de São Paulo, na última quarta-feira (15). De acordo com a PM, foi essa briga que motivou o acionamento do Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (BAEP), que acabou entrando em confronto com o grupo na sequência. Pelo menos seis pessoas ficaram feridas.

Nas imagens, é possível ver o caminhoneiro tentando passar pelo meio da manifestação. Nesse momento, começa uma discussão e um dos homens parte para cima do motorista com paus e barras de metal. Ele desce do veículo e continua a discussão, depois, volta ao caminhão e avança. Momentos depois, já por outro ângulo, as imagens mostram alguns manifestantes atirando pedras contra o para-brisa do caminhão, que fica estilhaçado. Instantes depois, os trabalhadores se afastam.

Rodnei Oliveira da Silva, presidente do Sindestiva, afirmou que as atitudes dos policiais foram injustificáveis. Além disso, Nei conta que o caminhoneiro que participou da confusão possuía uma faca e isso causou o tumulto. “Temos a foto de um motorista com uma faca na mão. Esse foi o motivo da discussão”, disse.

O confronto

Um vídeo obtido flagra o momento em que manifestantes e soldados do BAEP entraram em confronto próximo ao terminal da Brasil Terminal Portuário (BTP) e nas ruas do Centro Histórico de Santos. Pelo menos três manifestantes foram presos por arremessarem pedras na guarnição.

Durante a confusão, os policiais usaram bombas de gás para dispersar o grupo, enquanto os manifestantes arremessavam pedras nos policiais e tentavam colocar fogo em lixeiras. Segundo o BAEP, a intervenção foi necessária para desobstruir as vias e restabelecer o trânsito de veículos que desejavam entrar na cidade. No fim da manhã, os manifestantes seguiram para a Praça Mauá, no Centro de Santos. Vários comerciantes resolveram fechar as portas e não atenderam a população por questões de segurança. Perto da Polícia Federal, houve um novo confronto entre PM e o grupo

O presidente do Sindicato dos Estivadores, Rodnei Silva, disse que os trabalhadores estavam se reunindo para dar início a uma assembleia quando foram surpreendidos pelos policiais militares. Segundo ele, vários trabalhadores foram atingidos e ficaram feridos.

“Infelizmente, fomos pegos de surpresa. Atropelaram os trabalhadores, jogaram bomba, gás, balas de borracha. Um desacato total por parte de um coronel que deveria ter respeito aos trabalhadores. Nós já sabemos que é a mando do terminal. Isso é uma vergonha. Os trabalhadores, em nenhum momento, quebraram nada, depredaram nada, não teve nenhum ato de violência por parte dos trabalhadores e eles com essa truculência toda”, falou.

Em nota, a Polícia Militar afirmou que houve a necessidade de uso progressivo da força, por meio de técnicas de intervenção de baixa letalidade, garantindo o desbloqueio de vias que foram ocupadas por manifestantes e causaram grande congestionamento.

A cavalaria da Polícia Militar foi acionada e também apareceu no Centro de Santos para prestar reforço aos policiais. Após o tumulto, os estivadores se concentraram nas escadarias do Paço Municipal de Santos.

Em nota, o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) disse que não recebeu qualquer comunicado oficial das categorias profissionais ligadas às atividades portuárias a respeito da paralisação.

Fonte: G1





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