Em 1985 a Scania tentava entrar no mercado Norte Americano




Como todos sabem bem, a Scania é uma das montadoras de caminhões mais bem sucedidas do mundo, com reconhecimento em todo o planeta pela qualidade dos caminhões que fabrica. Fundada em 1891 na Suécia, a montadora ganhou o mundo em poucos anos, devido à qualidade e robustez dos produtos, aliados sempre a evoluções tecnológicas.

Em 1985 a Scania tentou um novo mercado. Na região nordeste dos EUA, era apresentada a serie 2, composta pelos modelos T, P e R, das versões 112 e 142. Diferente da Volvo, que para entrar no mercado Norte Americano comprou a fabricante White Trucks, em 1981, e se tornou a White Volvo, continuando a fabricação dos caminhões White e criando produtos novos voltados exclusivamente para o mercado norte-americano, a Scania trouxe e adaptou os modelos que já produzia na Suécia, conhecidos e vendidos em muitas regiões do planeta.

Inicialmente, a ideia de vender os caminhões importados da Suécia apenas no Nordeste dos EUA se dava pelo fato da região ter um grande mercado de caminhões médios e pesados mais vocacionados, o que dava vantagem à Scania, que já tinha produtos que se adequavam a esta realidade de mercado.

Pouco depois de entrar nos EUA, a Scania já contava com 17 concessionários espalhados pelo país, e já começava a vender caminhões também na região central dos EUA, ampliando os planos de crescimento no mercado norte-americano.

As cabine P, conhecidas nos EUA como COE (Cabin Over Engine), tinham boa aceitação em aplicações de distribuição e vocacionais, como construção civil. Já os modelos R e T, voltados à rotas de longa distância, passavam a contar com recursos inéditos, para concorrer com os grandes caminhões americanos, incluindo itens de conforto que não eram oferecidos anteriormente em outras regiões do globo.

Em 1987 foi anunciada a chegada da série 3 aos Estados Unidos, e os clientes já elogiavam a montadora, se tornando leais à marca, e ressaltavam a economia de combustível do motor DSC11 de 11 litros, que equipava a maioria dos caminhões vendidos no país. Mas, para os clientes, falta um motor maior, de 13 litros, voltado à operações de transporte de longas distâncias.

O motor DSC14 V8, de 14 litros e 500 cv de potência era oferecido, mas os registros apontam que apenas um caminhão Scania com esse motor foi vendido nos Estados Unidos. De acordo com algumas fontes, esse modelo tinha cabine leito estendida, seguindo o padrão norte-americano.

Quase todos os caminhões tinham o mesmo câmbio, o GR871 e 10 marchas, totalmente sincronizado, que se destacava pelo conforto nas trocas de marcha.

Em junho de 1992 a Scania anunciava o fim de sua jornada nos Estados Unidos. O último caminhão vendido, um P113 HL, foi entregue ainda no meio do ano de 1992.  Para não afetar os clientes que haviam comprado os caminhões, a montadora manteve amplo fornecimento de peças e suporte pós-venda no país, e ainda hoje atua nos EUA, fornecendo motores para embarcações e para geradores.

A Volvo, como teve uma estratégia diferente, se mantém presente nos EUA, com uma linha de caminhões que são vendidos apenas no mercado norte-americano, que é um mercado muito diferenciado do resto do mundo.

Muitos dos caminhões Scania que foram vendidos nos Estados Unidos, cerca de 700 unidades, ainda continuam rodando pelo país. Há inclusive modelos restaurados, perpetuando a história da Scania na América do Norte.

Blog do Caminhoneiro





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