MT: queda de ponte e falta de asfalto revoltam produtores e caminhoneiros




O excesso de chuvas destruiu pontes e tem transformado as rodovias ainda não pavimentadas de Mato Grosso em verdadeiros atoleiros. O transporte de grãos e animais está em constante risco, e o clima é de revolta entre produtores rurais e caminhoneiros.

As águas do Rio Preto, que corta a região do Araguaia, derrubaram o principal acesso e canal de escoamento do município de Porto Alegre do Norte. O trecho faz parte da BR-158, que liga Mato Grosso ao Pará; 127 km ainda não estão pavimentados.

A situação impede que caminhões, ônibus e ambulâncias consigam passar. Quem leva carga sofre sofre mais, perdendo agendamentos. De acordo com o caminhoneiro Neri Mainardi, o caso das cargas vivas é ainda mais complicado.

“Não sei como é que os caminhões não quebram no meio. Não tem cabimento, mas daqui a uns dias, quando a chuva parar, veremos os estragos que foram feitos nos caminhões”, conta.

Com a rodovia federal interditada, os caminhoneiros saem em busca de alternativas. O problema é que a maioria das estradas não tem asfalto e está em péssimas condições. É o caso da MT-322, que liga os municípios de Ribeirão Cascalheiras e Vila Rica. Com a formação de atoleiros, o que se vê são filas de caminhoneiros improvisando com pedaços de madeiras doadas por produtores rurais da região.

O caminhoneiro João Maria critica as autoridades responsáveis pela região. “Nós só conseguimos achar prefeito e governador na hora em que eles querem o voto. Depois que entra, não está nem aí. Se realmente estivesse de olho, já teria asfaltado”, diz.

A região do Araguaia, no nordeste de Mato Grosso, é um dos principais polos de produção de grãos do estado. No local, a pecuária também tem força, com mais de 4,8 mil cabeças de gado. Durante a terceira rota da Caravana Acrimat em Ação, os organizadores ouviram as reclamações sobre a falta de infraestrutura e prometem levar o tema às autoridades.

“Para sermos competitivos de fato, temos que reduzir esses custos, passar por uma reforma fiscal do Brasil e do estado de Mato Grosso, passar por planejamentos de médio e longo prazo, na infraestrutura rodoviária e ferroviária. É uma situação vexatória para o setor produtivo, que faz bem o dever de casa”, analisa o consultor técnico da Acrimat Amado Oliveira.

O prefeito do município de Vila Rica, Abmael Borges da Silveira, acredita na necessidade de melhorias devido ao aumento da produção.

“Não tem um palmo de asfalto e precisamos melhorar. A produção tem aumentado, tanto de grãos quanto de pecuária. Nós temos o sétimo maior rebanho do estado, com 630 mil cabeças, e a lavoura também chegou forte, o que é bom para a recuperação das pastagens. Não é mais a região do futuro, mas é a do presente”, destacou.

Reparos

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável pela ponte da BR-158, informou que o conserto já começou e que, se o clima ajudar, a obra ficará pronta até o dia 13 de abril.

Já a secretaria de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso informou que as rodovias estaduais citadas na reportagem foram prejudicadas pela chuva e pelo aumento de caminhões que por elas trafegam.

A pasta ainda afirma que a manutenção das rodovias é de responsabilidade dos municípios e que R$ 500 milhões vindos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) foram liberados para que as prefeituras realizem as melhorias.

O prefeito de Vila Rica, que participou da reportagem, foi procurado novamente, mas o assessor informou que o expediente termina às 13h30, e que por isso só conseguirá responder posteriormente sobre o repasse do dinheiro.

Fonte: Canal Rural





17 comentários em “MT: queda de ponte e falta de asfalto revoltam produtores e caminhoneiros

  • 16/04/2017 em 17:46
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    Comecem a sonegar os impostos e investir na infraestrutura rodoviária para escoar as safras ou façam PPP participação público privada e depois de tudo pronto poderão fazer um consórcio para administrar a rodovia e cobrar pedágios justos…
    Muita choradeira e pouca iniciativa, a quantos anos está estão com estes mesmos problemas????

  • 12/04/2017 em 01:15
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    Povinho covarde, bundao! Preferem viverem sofrendo humilhação por parte dos políticos e não são capazes de se unirem pra dar um basta definitivo nos problemas que esses malditos políticos estão causando…vão pra Brasília de joelhos, quem sabe serão atendidos…

  • 11/04/2017 em 23:50
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    Cadê as autoridades políticos empresários nesta hora ,pra pedir votos sempre estão aí agora pra ajudar o povo pais de família não aparecem

  • 11/04/2017 em 23:39
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    infelizmente essa situação vai piorar ainda mais amigos,tenham fé em Deus pq vai ficar feia a coisa.

  • 11/04/2017 em 22:57
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    Não adianta nada ser umas das 10 maiores economias do mundo se os governos (não importa o partido) não pensarem em infra-estrutura como prioridade numero 1.

  • 11/04/2017 em 20:01
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    Nao sabem fazer greve!
    Trabalha nessa situação aí msm!
    O dia que o caminheiros forem unidos isso vai mudar!
    Enquanto não muda boa sorte nessa jornada!

  • 11/04/2017 em 19:58
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    Realmente é uma vergonha esses tubarões do poder que não arumam as estradas de escoamento de alimentos desse país

  • 11/04/2017 em 19:08
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    Por favor , alguém faça alguma coisa .
    Preciso trabalhar e não tem como carregar.
    De um lado não passa porque a ponte caiu , no outro é só atoleiros.
    Aqui não tem mais estrada .

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