Grande transportadora é condenada em R$ 15 milhões por “trabalho escravo” de caminhoneiros




A empresa Rumo Logística Operadora Multimodal S.A foi condenada no final da última semana pela 1ª Vara do Trabalho de Araraquara, interior de São Paulo, a pagar R$ 15 milhões em indenização por danos morais coletivos. A empresa pertencente ao Grupo Cosan – que recentemente adquiriu a ALL – foi denunciada pelo Ministério Público do Trabalho porque estaria mantendo motoristas de caminhão em jornadas superiores a 30 horas.

Na sentença, a juíza Ana Lúcia Cogo Casari Castanho Ferreira, da 1ª Vara do Trabalho de Araraquara (SP) comparou as jornadas ao trabalho escravo. “A prática de jornadas exaustivas, tal como constatada nos presentes autos, pode, sim, configurar o labor em condição análoga à de escravo, sendo desnecessária a existência de privação da liberdade de ir e vir”, diz a sentença.

O despacho do Tribunal Regional do Trabalho também proíbe a empresa de terceirizar o transporte rodoviário de cargas, sob pena de multa de R$ 100 mil por motorista, e determina que a empresa não prorrogue a jornada dos caminhoneiros em duas horas extras diárias.

Procurada pela Gazeta do Povo, a empresa se manifestou através de nota. “A Rumo realiza todas as suas operações dentro da mais completa legalidade, incluindo suas atividades de transporte rodoviário de cargas, as quais são realizadas através de empresas terceirizadas”, destaca.

A empresa destaca também, no documento, que irá recorrer da sentença e que a decisão judicial não considera a nova legislação sobre terceirização de serviços.

Fonte: Gazeta do Povo





37 comentários em “Grande transportadora é condenada em R$ 15 milhões por “trabalho escravo” de caminhoneiros

  • 17/05/2017 em 09:36
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    Isso é comum em quase todas empresas.
    Mas fazer oq, se ainda somos a memoria.

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  • 16/05/2017 em 19:35
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    Graças a Deus apareceu esse corajosa denúncia falta ver e o Cárcere privado com o sistema de Rastreiam as viagens que deixam os motoristas doentes por causa do extres Precisamos de mais SOS os operadores dos rastramento tem sua parcela de culpa ao dependendo da carga os deixam de fazer as suas necessidades fisiológico pedimos Socorro e socorro peçam para que os motoristas os denunciem

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  • 16/05/2017 em 12:06
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    Tem muitas transportadoras, donos de caminhão que obrigam os motoristas a virar noite! Viajei por quase 7 anos! E todos pegam cargas com horário! Sobra pra quem fazer o horário? Pro motorista! Que não tem valor nenhum pros donos de caminhões.

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  • 16/05/2017 em 09:48
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    Se essa moda pega kkkkk as transportadoras de Tabapuã SP quebra todas kkkk ali os patrões obrigam os motoristas a fazerem um horário de Loko kkkkk

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  • 16/05/2017 em 01:34
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    Essa juiza poderia bater na porta da HI Transportes la de Lavras-MG, situação la é muito pior do que essa da Rumo.
    Na realidade motorista é escravo em praticamente todas empresas.

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  • 16/05/2017 em 02:26
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    Isso aí está tudo falindo pede a juíza gente boa para cuidar do resto dessa famílias porque com certeza o dono dessa empresa quebrou e deixou vários país de família desempregado juíza filha da puta

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  • 16/05/2017 em 01:06
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    Essa juíza do trabalho vive no mundo da lua. E não só ela; seus colegas que condenam as empresas desta forma também. Ninguém trabalha 30 horas seguidas. Somente quem não entende de transporte pode chegar a essa conclusão. Outra coisa: de onde vem esse valor de 15 milhões? Do rabo dela é que não!

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  • 16/05/2017 em 00:55
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    Ta bem agora me dis esses 15 milhoes foram destribuidos aos funcionarios qe sofreram por tempo trabalhando? Ou foram para cofres publicos?! Certo! Isso mesmo ,esse o problema dessa bosta de paiz onde toda grana tenque ir para o governo para sustentar os mimos de politicos salafrarios e suas corupcoes! #liberdadedeexpressao

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  • 15/05/2017 em 23:48
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    Se for verdade, parabéns a essa juíza, é que outras apareçam, esse negócio de ganhar por comissão e ainda muitas empresas pagar por média tem​ que acabar, todos ou quase todos os motoristas que puxam grãos, são submetidos a trabalho escravo, dirigir por 16, 18, 20 horas, não ter folgas, ficar 30,40, 60 dias longe de casa, não receber férias, 13°, isso é prática comum dessas empresas e muito mais, deixei a profissão de mais de 3 décadas por causa disso tudo, sem contar que os próprios colegas de profissão muitas vezes brigam contra eles mesmo.

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  • 15/05/2017 em 23:34
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    Será que é verdade porque a Transpaulo não fazem​ os depósitos do FGTS dos funcionários 2 anos de depois que o Grupo Supricel comprou 90 da Transpaulo e não pagam adiciona noturno nem janta nem carta frete e nem pagam os funcionários que foram demitidos desde de janeiro e o VR o VT o pagamento do pessoal 05/05/17 não foi pago ainda todas as unidades tão praticamente fechadas

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