Crescem vendas de máquinas por meio de leilões online




Os leilões de máquinas agrícolas, tradicionalmente em grandes pátios de concessionárias, praticamente não existem mais. Com o avanço da tecnologia, os lances são feitos quase que exclusivamente pelas telas de computadores, smartphones e tablets.

A Superbid, um dos maiores portais de leilões da América Latina, avalia que as vendas de máquinas pesadas e agrícolas por meio de leilão online cresceram 32% de 2013 a 2016. Segundo a empresa, a participação via internet representa 99,9% das arrematações. Os bens ficam nas próprias companhias que estão vendendo e os interessados agendam visita com antecedência. Os clientes são as empresas que querem renovar maquinário e os vende por meio de leilões, conseguindo valor acima do que na venda direta para concessionárias.

Segundo Pedro Suplicy Barreto, diretor-comercial da Superbid, de 2013 a 2016 o número de unidades vendidas saltaram de 9,5 mil para 13 mil. A maioria do maquinário é da indústria de bioenergia. São 110 usinas atendidas pela empresa. “Dentre as empresas de grãos, a gente vê que o potencial de crescimento é muito grande”, disse. O portal atende atualmente 25 empresas de originação de grãos.

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No Grupo Via Máquinas, cujo braço responsável pelos leilões atua sob a marca “Leilão usadão máquinas”, o movimento financeiro com as vendas por meio de leilões duplicou de 2015 para 2016, passando de R$ 8,4 milhões para R$ 17,4 milhões. E, de janeiro a julho deste ano, já chegou a R$ 13,7 milhões, a um preço médio de R$ 34 mil por máquina. Semelhante ao mercado de maquinário usado, o de leilão ganhou mais força com a crise pela qual o país vem passando.

A desvantagem é que o pagamento é, normalmente, à vista, o que limita o mercado. “Estamos organizando um grupo de trabalho para trazer agentes financeiros parceiros para ofertar o financiamento no leilão”, afirmou Barreto, da Superbid.

Afora a crise, a praticidade é outro fator que contribui para o aumento de leilões de máquinas usadas. O produto fica em exposição por cerca de 15 dias e, na Superbid, o volume de visitas de um lote de trator gira em torno de 2,5 mil. Segundo Marcelo Kozar, sócio da Via Máquinas, 80% das vendas em leilões são fechadas por smartphones. “Então, o comprador pode estar no trânsito e aproveitar uma brecha para fechar um lote”, disse.

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Para 2017, o Grupo Via Máquina projeta um avanço de receita de 30% com as vendas de máquinas usadas por meio de leilões.

Fonte: Valor Econômico




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