Duplicação de trecho mortal da Régis Bittencourt, enfim, será entregue

por Blog do Caminhoneiro

O gaúcho Vander de Souza, 48, dirige seu caminhão quase toda semana pela rodovia Régis Bittencourt, a principal ligação do Sul com o restante do país. Mas, sempre quando faltam cerca de 120 km para a cidade de São Paulo, seu destino, Vander precisa reduzir a velocidade.

A estrada, duplicada desde Curitiba, de repente fica estreita e sinuosa. A partir daí, o caminhoneiro sobe lentamente pelos últimos 10 km da rodovia que restam ser duplicados.

Pela janela, consegue ver as pistas da futura duplicação do trecho, agora em fase final de acabamento. As obras se arrastam desde 2010. “Está praticamente pronta há tempos, não sei por que não inaugura. Vai ser um sonho andar nela”.

Pela serra do Cafezal, passam diariamente cerca de 25 mil veículos –60% deles são de carga, o que atesta o potencial da estrada para o escoamento da produção do Sul. Após seguidos prazos descumpridos, a meta atual é entregar o trecho até o fim deste ano.

Promessas

A duplicação da estrada federal é prometida pelo menos desde a década de 90. Mas ganhou fôlego em 2007, no governo Lula (PT), quando o então presidente incluiu o trecho de Curitiba a São Paulo na segunda etapa do programa de concessões de rodovias.

Na época, o grande índice de acidentes conferia à Regis Bittencourt o apelido de “rodovia da morte”. E o trecho da serra do Cafezal era o mais temido de toda a estrada.

Morador de Juquitiba (SP), o comerciante Murilo Takayama, 31, conta que cenas de acidentes na rodovia são tão graves que costumam ser usadas nas aulas para obtenção da carteira de motorista.

Até hoje, são comuns os tombamentos de caminhões e carretas que interditam um ou os dois sentidos da via. Por isso, a criação de mais uma pista de 30 km para dividir o fluxo nos dois sentidos da estrada na serra era uma obrigação contratual da nova concessionária.

A promessa, à época, era entregar as obras até 2013, mas, como os trabalhos só começaram em 2010, o prazo ficou apertado, diz a concessionária Autopista Régis Bittencourt, a Arteris.

“Quando assinamos o contrato, não havia a liberação ambiental. Só poderíamos iniciar a obra quando esse requisito estivesse cumprido. E esse é um tempo que não depende de nós”, explica Nelson Bossolan, diretor-superintendente da Arteris.

De São Paulo a CuritibaDuplicação da serra do Cafezal na Régis Bittencourt (BR-116)

Exigências

Entre as exigências ambientais, estavam o plantio de árvores e a manutenção de trechos que permitissem a passagem de animais de um lado para o outro da estrada, numa área de mata atlântica.

Para que as passagens fossem garantidas, o projeto ganhou 39 viadutos e quatro túneis, que deixaram o solo da serra praticamente intacto. A liberação para obras no trecho central da serra só veio em 2013. E o prazo estimado para a entrega das obras passou a ser fevereiro de 2015.

Naquele ano, no entanto, as equipes que perfuravam o túnel mais próximo de São Paulo se depararam com mais um contratempo. Uma falha geológica da rocha que estava sendo escavada não permitia o avanço das obras. O projeto teve que ser repensado, o que atrasou ainda mais o empreendimento.

Embora já esteja perfurado, esse túnel é o trecho mais atrasado da obra. Mas a concessionária afirma que entregará os últimos 10 km da duplicação da serra até dezembro.

Enquanto não entrega as obras civis, a concessionária diz realizar simulados com suas equipes de resgate para agir em situações de crise –a exemplo do acidente que, no último dia 30 de agosto, envolveu 36 veículos na rodovia Carvalho Pinto e terminou com a morte de duas pessoas.

A Arteris diz ainda que, entre 2010 e 2016, conseguiu reduzir 55% das mortes na parte concedida da via (de 196 para 88). No trecho da serra, porém, a redução foi menor, 47%. A expectativa é que a finalização das obras ajude a reduzir mais os acidentes.

O comerciante Givanildo de Oliveira, que trabalha às margens da rodovia, conta que, antes da concessão, já chegou a usar o próprio carro para levar acidentados da estrada ao hospital. “Pela duplicação da pista, a gente já fez protesto, já interrompeu o trânsito, fez de tudo. Espero que agora saia.”

Fonte: Folha de São Paulo

COMENTAR

QUER ENTRAR EM CONTATO COM O BLOG DO CAMINHONEIRO? ENVIE UMA MENSAGEM CLICANDO NO NÚMERO ABAIXO

042-98800-6519

18 comentários
0

Artigos relacionados

18 comentários

EmersonLima 12/10/2017 - 01:14

Mais uma vez está provado que o Poder Publico só atrapalha. A obra só andou quando passou para as mãos da iniciativa privada. A BR-163, por exemplo, nem o asfalto o DNIT dá conta de terminar.

Reply
Rogério Grego 12/09/2017 - 00:19

Graças a Deus ja era hr

Reply
Irineu Anderson Leme Vieira 11/09/2017 - 23:37

Papai Noel tá vindo

Reply
Jonatan Zoreck 11/09/2017 - 23:07

Só acredito vendo kkkk

Reply
Alecio Alan Librelato 11/09/2017 - 22:30

Depois do túnel vai ter o ponto da decolagem… Aí vão ver o que é o bixo feio…

Reply
Neusa Luiz 11/09/2017 - 20:47

Trecho entre Miracatu e Juquia sp..

Reply
Janaína Estrela 11/09/2017 - 19:45

E sim seja em breve mesmo

Reply
Bruno Carvalho da Silva 11/09/2017 - 18:05

Que comecem os praiBOI a desce de 200 e se mata na grota

Reply
Rodrigo Correa Roque 11/09/2017 - 17:39

Finalmente kkk

Reply
Alisson Berres 11/09/2017 - 15:23

Vai fica toop mas os acidentes creio que não vai diminuir muito não vao quere Desser tudo correndo e isso não vai presta não

Reply
Tio Bagaça Bagaça 11/09/2017 - 14:25

Aleluia

Reply
Vanessa Guerreira 11/09/2017 - 14:11

Agora sim ta pronto o matadouro.só deus pra t misericórdia. O eng q planejou esta serra acho q n gosta d motorista n

Reply
Ademir Vieira Da Silva 11/09/2017 - 22:12

porque matadouro eu viajo nesta rodovia desde 1985 nunca quebrei um retrovisor

Reply
Valdecir Prado 11/09/2017 - 14:08

Reply
Odairppreto Antonio Pinto Preto 11/09/2017 - 13:37

Depois ke morrreu montao o lula veio pra fazer a difrrenca outros mem ai como temer fer

Reply
Bruno Carvalho da Silva 11/09/2017 - 18:04

Meu Deus

Reply
Alecio Alan Librelato 11/09/2017 - 22:18

Kkk e pra rir como assim o lula!!!

Reply
Dorival Rodrigues 11/09/2017 - 13:30

Ate que enfim

Reply

Escreva um comentário