Fé na estrada: caminhoneiros encontram proteção na fé em Aparecida




A imagem de Nossa Senhora Aparecida pintada no baú do caminhão anuncia que pela estrada segue um devoto. O caminhoneiro André Almeida de Paula, de Carapicuiba (SP), há cinco anos faz uma romaria de caminhoneiros até Aparecida pára cumprir uma promessa. O pai dele, Ataílson, de 64 anos, que também é caminhoneiro, foi assaltado em 2012 e sobreviveu, sem sequelas, a um tiro na cabeça.

“Na época do crime, eu e o meu pai estávamos chefiando três mercados, numa tentativa de mudar de profissão. Em um dia, bandidos invadiram um dos mercados, anunciaram o assalto e atiraram na cabeça dele”, relembrou o filho, de 36 anos.

“Em casa, eu rezei para Nossa Senhora Aparecida e fiz a promessa de que se meu pai fosse salvo eu faria a romaria por 15 anos. No hospital, os médicos não souberam explicar, mas a bala tinha feito uma curva dentro da cabeça do meu pai e não atingiu o cérebro”, contou emocionado.

A vítima fez uma cirurgia para remover a bala e teve alta depois de sete dias, sem nenhuma sequela. Depois disso, pai e filho fecharam os mercados e voltaram a trabalhar como caminhoneiros.

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“Eu tenho certeza que foi um milagre de Nossa Senhora Aparecida. Eu faço a romaria todos os anos, mas já frequento o santuário há 30 anos, com visitas até cinco vezes por ano. Sou caminhoneiro, estou exposto a tudo, então sempre que passo perto paro para agradecer”, conta a vítima, Ataílson.

Quem também encontra em Nossa Senhora Aparecida proteção durante os 30 anos de profissão, é o caminhoneiro Jader Lopes, que mora em Jacarepaguá (RJ) e carrega uma imagem na boleia do caminhão.

Ele conta que já trabalhou em várias empresas e já rodou por quase todas as estradas do país. Jader diz já ter passado por ‘apuros’. Entre acidentes, assaltos e congestionamentos, ele afirma que sempre contou com a fé para superar as situações.

“Eu já fui perseguido nas estradas algumas vezes, deram tiros no meu caminhão. É cada sufoco. O que mais me marcou foi uma vez que eu estava descendo uma avenida na Barra da Tijuca e uma senhora com duas crianças se perdeu e veio de frente com o caminhão. Para desviar, eu bati de frente com um poste. A cabine ficou para dentro totalmente destruída, menos onde eu estava. Só conseguia pensar na proteção de Nossa Senhora Aparecida”, contou.

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Para agradecer todo esse cuidado e graça, ele vai santuário pelo menos uma vez por ano com romaria de caminhoneiros. “Eu nasci no Espírito Santo e meu pai sempre foi ao Santuário, quando íamos amávamos. Foi aí que peguei toda essa fé e devoção na minha mãe que sempre me protegeu e não deixou que nada mais grave acontecesse comigo”, contou.

Fonte: G1




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