Sócios de recuperadora de caminhões são presos por receptação de peças roubadas

por Blog do Caminhoneiro

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) realizou, nesta quinta-feira (9), a Operação “Transformers”. O objetivo é desarticular uma organização criminosa especializada em receptação de peças, roubo e furto de veículos.

De acordo com informações Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais (Seap), foram seis meses de investigação e durante a manhã foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em Uberlândia e um em Indianópolis. Além disso, sete pessoas foram presas.

A operação é um trabalho conjunto da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Receita Estadual, Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal e coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

O principal alvo da investigação foi uma empresa recuperadora e peças e serviços para caminhões, que fica no Distrito Industrial, em Uberlândia. Na sede da firma, um galpão de 20.000m², a equipe localizou inúmeras peças da linha de reposição com sinais de identificação suprimidos.

Segundo o delegado da Polícia Federal, Carlos Henrique Cotta D’Ângelo, o proprietário e o sócio dele são suspeitos de comandar uma organização criminosa.

“Essa empresa se intitula como a segunda maior recuperadora de caminhões do país e nossa investigação apontou que ela estava receptando peças de veículos furtados e roubados em todo Brasil. Há suspeitas ainda que eles encomendavam roubos para pegar peças. A empresa que foi interditada está no mercado há mais de 20 anos e tem mais de 70 funcionários. O dono, apesar de ter uma vida de luxo, não tem nenhum bem no nome dele”, explicou.

Ainda de acordo com a Ficco, foram apreendidos documentos, notebooks, mídias eletrônicas e celulares na empresa, na casa dos proprietários e em contabilidades. No sítio do dono da recuperadora também foi localizada uma arma sem registro e o caseiro foi preso em flagrante.

A equipe também apreendeu 28 veículos e uma lancha, bloqueou dez contas bancárias e sequestrou um imóvel.

“Das prisões, duas são preventivas e tratam do dono da recuperadora e do sócio dele. Os demais são familiares e possíveis ‘laranjas’ do esquema. Eles responderão por organização criminosa, receptação, adulteração de veículos, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. A investigação continua e a operação terá mais fases”, finalizou o delegado da Polícia Civil que também participou da ação, Daniel Azevedo.

“A Ficco está levantando a origem do dinheiro produzido por um viés criminoso. No caso da receptação, por exemplo, resulta de diversos crimes violentos, como roubo, furto e latrocínio”, contou o coordenador de Integração de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública, Danilo Emanuel Salas.

Notas falsas

Conforme investigação, apesar de movimentar, mensalmente, mais de R$ 1 milhão, o pagamento de tributos da empresa era praticamente insignificante e mais de 90% das notas fiscais provenientes de empresas fantasmas de São Paulo, que forneciam notas fiscais falsas para acobertar essas mercadorias e dar um ar de suposta regularidade. O esquema resultou em uma sonegação milionária.

Além da receptação e da sonegação fiscal, com previsão inicial de aplicação de multas de R$ 10 milhões, há também o crime de lavagem de dinheiro, já que os donos da empresa praticamente não apresentam bens patrimoniais em seus nomes, mas em nomes de laranjas, que também foram detidos.

Os presos estão sendo ouvidos na Delegacia da Polícia Federal em Uberlândia.

Fonte: TV Integração

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