Fagundes defendeu uma maior articulação entre os órgãos ligados à infraestrutura de transporte, como é o caso do DNIT, e os que estão sob a coordenação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, para que criem um cronograma que garanta o escoamento da safra de grãos, tanto pelos portos do Arco Norte como também para o Sul do Estado.
No começo deste ano, a situação ficou crítica na saída para o Norte, entre as comunidades de Aruri e Caracol, no Pará, em função dos carregamentos de soja que saíram de Mato Grosso com destino aos portos de Miritituba e Santarém. Mais de 5 mil caminhões ficaram atolados no trecho de 70 quilômetros que separa as duas comunidades. “Não podemos permitir que isso ocorra novamente, apesar da melhoria na rodovia federal” – disse.
Esse planejamento, de acordo com o senador, precisa ser feito em função, sobretudo, da grande carência que existe no segmento da armazenagem de grãos. Citou como exemplo Mato Grosso, recordista na exportação de produtos primários e semielaborados. Os armazéns no Estado têm, em média, capacidade estática de abrigar apenas 50% da safra, mas já estão lotados e sem poder receber mais cargas. “Os caminhões são verdadeiros armazéns ambulantes” – assinalou.
O escoamento, em função do atraso por questões climáticas, deve começar em janeiro e terminar em fevereiro, período de grandes chuvas na Amazônia. “Temos que enfrentar essa questão. Até lá, é importante que se organize a saída de carga para que não haja grandes atropelos” – frisou.
Concentração rodoviária
Durante a sabatina na Comissão de Infraestrutura, o senador republicano pediu ao novo diretor uma diversificação do modal de transporte do país, em especial com a ampliação de nossas ferrovias. Ele lembrou que o transporte, no Brasil, está extremamente “concentrado no rodoviarismo” e que isso, além de custos, tem gerado um volume de acidentes extremamente grande. “Há muito mais mortes nas nossas estradas e no nosso trânsito do que em muitas guerras no mundo” – afirmou o relator.
Mauro Magalhães, cujo nome foi aprovado pelos senadores, informou que o DNIT investiu, nos últimos três anos, cerca de R$ 122 milhões na melhoria de hidrovias. E defendeu parceria com o Senado para liberação de mais recursos para investimento em outros modais. “A gente ainda precisa de muito mais. Precisa de mais investimento para que possamos equilibrar essa matriz. E aqui eu faço um apelo aos senhores senadores que nos ajudem, colocando mais recursos no orçamento do Dnit, para que que a gente possa minimizar essa desigualdade” – ele pediu.
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