Caminhoneiros da Argentina bloqueiam ruas contra reformas




Amplas áreas de Buenos Aires foram paralisadas nesta quarta-feira por um protesto de caminhoneiros, que incluiu bloqueios nas ruas em alguns dos bairros mais movimentados do centro da cidade, contra as políticas do presidente argentino, Mauricio Macri.

O movimento é visto como um teste para o primeiro mandato do presidente de continuar com as propostas de reformas, após um clamor popular sobre a reforma da previdência no final do ano passado e um corte nos subsídios que causou aumentos no gás para aquecimento doméstico e nas tarifas de transporte coletivo.

“Estamos prontos para enfrentar o ajuste brutal que Macri está impondo aos trabalhadores e aos aposentados. Esta é uma situação muito crítica, é hora de união”, disse Pablo Micheli, um líder do sindicato trabalhista do CTA, que apoia os caminhoneiros manifestantes.

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“Se não houver respostas governamentais, provavelmente pediremos uma greve nacional em março”, disse Micheli.

Uma greve dos transporte poderia diminuir o fluxo de commodities agrícolas da Argentina, um dos principais exportadores mundiais de soja e milho.

Macri prometeu grandes mudanças nas leis trabalhistas do país, amplamente consideradas como as mais caras para as empresas na América Latina, depois que sua coalizão pró-negócios teve bom desempenho inesperado durante as eleições de outubro.

Mas o presidente, eleito no final de 2015, não tem uma maioria do Congresso e reduziu as reformas enquanto se prepara para se reeleger no próximo ano. Macri agora busca uma abordagem fragmentada da reforma trabalhista, um dos principais fatores que limita o investimento na terceira maior economia da América Latina.

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Fonte: Agência Reuters




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