Caminhoneiros que furaram blitz no ES podem responder por tentativa de homicídio




Os motoristas das carretas que furaram blitz de pesagem do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) na BR 259, rodovia que liga os municípios de Colatina e João Neiva, podem ter combinado de burlar a fiscalização, segundo a Polícia Rodoviária Federal do Espírito Santo (PRF/ES). De acordo com a PRF/ES, a conduta de um dos motoristas, que quase atingiu um servidor, é criminosa.

Em imagens registradas por agentes, nenhum dos motoristas obedece à ordem de parada aos caminhões. São 19 carretas flagradas, cinco em um vídeo e 14 em outro. Elas passam direto em um posto móvel de pesagem do Dnit. O fato foi registrado no último dia 28 de janeiro.

Em alta velocidade, na evasão, uma carreta quase atropelou o agente que filmava a ação. Uma conduta triplamente criminosa. “No caso do vídeo, o condutor saiu da parte administrativa, de trânsito, e foi para parte criminal. Quando ele joga o veículo para cima de um servidor público, ele está tentando causar a morte desse servidor ou danos físicos a ele, e vai responder por isso também”, afirma o superintendente da PRF no Espírito Santo, Wyllis Lyra.

Na tentativa de abordagem, os agentes tentaram gravar as placas dos veículos. Contudo, a PRF ainda não identificou os condutores. Alguns caminhões, que em sua maioria transportam blocos de granito, estão, inclusive, sem numeração.

Wyllis Lyra acredita que os motoristas podem ter combinado de burlar a fiscalização. “Acreditamos que eles tenham se unido antes do local de fiscalização para tentar, em conjunto, passar pela balança e não serem identificados”, afirma.

Os veículos seguiam na BR 259 em direção à BR 101. A principal hipótese é que os caminhões foram carregados no norte do Estado, região onde há muita concentração de empresas de rochas ornamentais.

“Nós sabemos que ali passam veículos de carga principalmente transportando rochas e a balança foi instalada, claro, para disciplinar esse transporte e tentar fazer com que eles andem dentro da regulamentação, dentro do excesso de peso”, comenta Lyra.

A Polícia Federal e o Ministério Público estão investigando o caso.

Fonte: Folha Vitória

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