Dona Nahyra, como é conhecida, chegou ao Brasil quando era criança, vindo como imigrante alemã. Com 28 anos de idade teve o primeiro contato com caminhões, trabalhando como motorista de entregas de uma loja da família.
Depois que começou, não parou mais, viajando por todo o Brasil, e dirigindo os mais variados caminhões. No começou sofreu bastante, pela falta de conhecimento do transporte, pegando fretes baixos e até passando fome. De tudo isso tirou aprendizados.
Na estrada, conheceu muita gente, e hoje é reconhecida com admiração por aqueles que a encontram em paradas de caminhoneiros. Mas nem sempre foi assim. Dona Nahyra diz ter sofrido preconceito por parte de outros motoristas. Mas recebia também muita ajuda de outros caminhoneiros.
Dona Nahyra conta já ter feito viagens de mais de 40 dias, ficando longe de casa e quase sem contato com a família, pois só conseguia telefones em paradas, como postos de combustíveis, e mesmo assim o contato não era frequente. Também conta que as dificuldades da estrada assustavam, e que chegava a chorar por não conhecer as estradas, recorrendo a um mapa para saber as rotas a seguir.
Em 2015 ela recebeu a quitação de seu caminhão, do programa a Hora do Faro, pago por um empresário de São Paulo que não teve o nome divulgado. O Axor de Dona Nahyra estava financiado e o valor total da dívida era de R$ 100 mil.
Hoje, aos 88 anos de idade, ela continua na estrada, e faz viagens longas normalmente, mesmo que a saúde não ajuda muito. Mantém sempre o bom humor e a simpatia digna de um vovó querida, e na estrada recebe a todos com carinho.
Dona Nahyra é um exemplo para todos!
Fica aqui a nossa homenagem à Dona Nahyra, e a todas as mulheres do Brasil nesse dia tão especial.
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