Como o governo não deu nenhuma resposta até sexta-feira passada, a Abcam iniciou a mobilização dos caminhoneiros na última segunda-feira, e mais de 100 pontos de rodovias foram bloqueado. Hoje, quarto dia de protesto, mais de 500 pontos de rodovias federais foram bloqueado. Somando-se as rodovias federais, estaduais e trechos urbanos, não contabilizados pela PRF, os protestos em todo o país podem ter passado de 1.500 pontos.
Por causa da greve o governo se reuniu com entidades representativas dos caminhoneiros em Brasília, ontem e hoje, para tentar negociar o fim dos protestos. Na tarde de hoje, o governo pediu uma trégua de 15 dias na greve, para tentar encontrar uma solução para o problema. A Abcam já havia se pronunciado sobre isso, informando que não concorda com esses termos, e que o movimento de greve só termina quando o governo publicar no Diário Oficial a redução dos impostos que incidem sobre o diesel, e que essa redução seja adequada ao setor de transportes.
Outras entidades que participaram da reunião entre a Abcam e o governo aceitaram os termos do governo, mas a Abcam, que deu início às greves e é a maior representante dos caminhoneiros nesse momento não aceitou, e pediu que a greve continue em todo o país.
Caminhoneiros de todas as regiões já se pronunciaram, informando que irão manter os pontos de bloqueios em todo o país. Com isso, a greve não deve perder força. No dia de hoje, contando com apoio popular, de agricultores e de profissionais de diversos setores, a greve cresceu muito, atingindo todos os estados do Brasil.
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