Senado vota projeto que regula preço mínimo do frete para tentar encerrar greve

por Blog do Caminhoneiro

Votar a regulação dos preços mínimos do frete será uma das contribuições do Senado para pôr fim à greve dos caminhoneiros. Para isso, os senadores vão analisar o PLC 121/2017, do deputado federal Assis Couto (PT-PR). A proposta está na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), mas pode ir direto ao Plenário em regime de urgência, conforme anunciou o presidente Eunício Oliveira. O relator é o senador Romero Jucá (PMDB-RR), que ainda não apresentou seu voto.

– Há um compromisso de nossa parte de trazer o projeto para o Plenário do Senado. Eu tenho o poder de pautar, mas não tenho o poder de decisão quanto ao mérito. Portanto, não há compromisso feito em relação ao resultado da votação. Já soube que há movimentação patronal, dos donos de empresas de transporte, contra a votação dessa proposta. Mas tenho um compromisso e vou pautar esse projeto – afirmou Eunício.

Tabela

O projeto cria a Política de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, mediante tabela elaborada semestralmente por órgão competente, com valores por quilômetro rodado por eixo carregado e conforme a carga. Os parâmetros devem ser fixados sempre nos meses de janeiro e julho de cada ano.

Os preços mínimos serão definidos levando-se em conta a oscilação e a importância do valor do óleo diesel e dos pedágios na composição dos custos do frete.

Até que o órgão competente do Poder Executivo edite a tabela com os valores mínimos, o projeto estipula o valor de R$ 0,70 por quilômetro rodado para cada eixo carregado de carga geral e R$ 0,90 para carga perigosa ou refrigerada.

Ainda conforme o texto original da proposição, o processo de definição dos preços deve contar com a participação dos sindicatos de empresas de transportes e de transportadores autônomos de cargas, bem como dos representantes das cooperativas de transporte de cargas.

Dificuldades

Ao apresentar a proposta, o deputado Assis Couto alegou ser necessário estabelecer uma política vinculativa de preços mínimos em razão das dificuldades pelas quais passam os caminhoneiros em todo o país.

“O presente projeto tem por objetivo estabelecer condições razoáveis à realização de fretes no transporte rodoviário de cargas, de modo condizente ao serviço prestado pelos profissionais do setor de transportes.

Fonte: Agência Senado

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Michel 29/05/2018 - 08:44

Tabela de preços é mais um poder dado a politicos, os caminhoneiros serão prejudicados pelo lobby que pode ser feito sobre quem decide a tabela, para menos obviamente.

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R.A 29/05/2018 - 01:00

O governo tem que esclarecer mais sobre esta tabela de preço mínimo, as viagens de curta distância como vai ficar? no caso um caminhão truk com a lotação de 04.Toneladas com um volume de 12 metros cúbicos fazendo um percurso total de ida e volta de 100km más na volta o caminhão vem vazio porque não tem carga de retorno quanto vai ser o valor deste frete ? Esta tabela tem que esclarecer os valores reais do frete para toda categoria do caminhão toco ao rodotrem e etc,, e o preço do frete tem que acompanha a realidade do custo da viagem!!!!! A ANTT tem que fiscalizar com rigor tanto as transportadoras como as empresas cliente destas transportadoras por que nós caminhoneiros autônomos chegamos na empresa para carregar ou descarregar e ficamos horas intermináveis para concluir o carregamento ou descarregamento aí si eu ligo para ANTT reclamando ela orienta a procurar um advogado ou seja já desanima o caminhoneiro porque nós sabemos si nós entrar em questão contra uma empresa ou transportadora nós seremos bloqueados na empresa e não conseguimos carregar mas na empresa a ANTT tem que fiscalizar isso porque a transportadora coloca na nota fiscal e no CT-e o horário que o caminhão tá saindo da empresa más não leva em consideração o horário que foi perdido para carregar o caminhão eu mesmo já passei mais de 12hs esperando carregar ou descarregar o caminhão e esse tempo fica perdido nós não somos ressarcido por isso, e outra ponto as empresas tinha quer ser obrigada a fornecer comida gratuita para o caminhoneiro porque além da espera interminável temos que pagar refeições em muitos casos com preços absurdos!!!!!!! Eu espero que melhore a nossa situação porque tá muito difícil continuar nesse ramo é muita negligência por parte das empresas e no mesmo instante é muita cobrança por parte delas, isso gera um stress e desânimo terrível más eu tenho fé em Deus que vai melhorar …….

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Claudia Sborgi 28/05/2018 - 15:38

Eu arrecadei mantimentos e mantas…entreguei nas mãos de vcs…conversei…agradeci…e continuo c vcs…
Vou sair as ruas…estou tendo prejuízo enorme financeiro…mas eu acredito na mudança…
Eu só PRECISO SABER DE VCS…. Ñ TEM NENHUM PARTIDO POR TRÁS TEM???? NEM DE LONGE VCS ESTÃO C O PT ESTÃO?
Pq esse advogado André é petista militante…e se vcs nos trairem a coisa vai ficar feia…

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Jorge de Moraes 28/05/2018 - 15:31

Caminhoneiros: não caiam nessa! Frete mínimo é igual salário mínimo! Ele não resolve o problema. Só detona com a economia. Permite que o governo interfira nas negociações e eleve os custos das empresas. Frete mínimo aumenta a inflação e dificulta a entrada de novos trabalhadores no mercado. Não caiam nessa! O que precisamos é redução dos impostos e não isso!

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DAVI RODRIGUES MONTEIRO 28/05/2018 - 13:34

Infelizmente já estão circulando nos grupos de wattsaWh que os transportadores de grãos já estão se juntando para tirar 10% do frete para o autonoma. Espero que algum órgão fiscalizador veja isso.

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Ronaldo 28/05/2018 - 13:34

PARABENS.
SRS. CAMINHONEIROS

A. UNIAO. FAZ. # FORCA. #

FORCA. BRASIL.

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Mendes Gomes Sousa 28/05/2018 - 13:13

Srs…esquuece o tabelamento…sou caminhoneiro..a 30 anos…con heço a causa…BASTA EXIGIR QUE O RETORNO SEJA MESMO VALOR IDA….SO ISSO°!!! OU SEJA ACABE COM TAL FRETE RETORNO….

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C.Poivre 28/05/2018 - 12:25

O movimento dos caminhoneiros teria muito mais apoio na população se não houvesse tantos destes dignos profissionais pedindo a intervenção militar. A grande maioria da nação brasileira é absolutamente contrária a que as forças armadas extrapolem suas atribuições constitucionais pois as gerações que viveram sob o regime militar de 1964 sabem dos males que esta ditadura representou para o país com o assassinato e o desaparecimento de opositores do regime, muita violência contra várias categorias profissionais, muita censura à imprensa e muita corrupção escondida pela proibição de se tratar deste problema publicamente.

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wilson 28/05/2018 - 11:12

dou uma ideia para colocar em pauta junto a essa greve … vamos cobrar que os politicos paguem o INSS ,fim do cartão corporativo , redução em plano emergencial dos salarios dos politicos e congelamento do mesmo por tempo indeterminado com o minimo de 4 anos , e muito mais porq o que eu estou vendo nossos politicos se trabalhace para defender nossos interesses não haveria a necessidade de greve e todos estão calados e não se manifestam chega de covardes e corruptos .

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Leonardo Lucio Antunes Pereira 28/05/2018 - 13:04

Concordou com VC Wilson

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