Ministro do Planejamento nega que acordo com caminhoneiros vá prejudicar orçamento de órgãos públicos




O ministro do Planejamento, Esteves Colnago, negou nesta terça-feira que o acordo feito com os caminhoneiros para encerrar a greve do final de maio vá prejudicar o orçamento dos órgãos públicos. Ele compareceu à Comissão Mista de Orçamento para falar sobre o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Para garantir a redução do preço do óleo diesel, o governo anunciou medidas que somam mais de 13 bilhões de reais, recursos que terão que sair do orçamento. Parte virá de cortes de despesas. O Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo, perdeu 135 milhões de reais.

Segundo Colnago, as despesas cortadas já não vinham sendo executadas desde fevereiro. Neste mês, o governo decidiu fazer uma economia de recursos para compensar uma eventual queda na arrecadação da receita:

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“Não trouxe nenhum prejuízo aos órgãos. O que eu diminuí foi uma expectativa de que os órgãos poderiam ter uma despesa maior.”

A afirmação do ministro foi feita após questionamento do presidente da Comissão de Orçamento, deputado Mário Negromonte Jr, do PP baiano. Negromonte manifestou preocupação com o impacto orçamentário do acordo com os caminhoneiros sobre áreas como saúde e segurança pública.

Durante a audiência pública, o ministro do Planejamento afirmou que o País poderá enfrentar oito anos de déficits primários. A previsão do governo é que as despesas fiquem acima das receitas pelo menos até 2021. A última vez que o governo fechou o ano com superávit nas contas foi em 2013.

O relator do projeto da LDO, senador Dalirio Beber (PSDB-SC), manifestou preocupação com essa situação:

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“Não adianta pensarmos unicamente e exclusivamente na lei orçamentária de 2019. Temos que pensar que 2019 vai se repetir em 2020, que 2020 vai se repetir em 2021. Ou seja, vamos ter uma repetição de dificuldades se nós não fizermos algo já em 2018”.

Na próxima semana, a Comissão de Orçamento inicia o processo de discussão do projeto da LDO. A lei, que é votada anualmente, determina as prioridades e metas do governo para o ano seguinte. O texto que sair do Congresso Nacional vai orientar o orçamento do próximo presidente da República, que será eleito em outubro.

Fonte: Rádio Câmara




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