Ministro da Fazenda diz que tabelamento do frete não é sustentável e deve ser revisto

por Blog do Caminhoneiro

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse hoje (19) que o governo sabe que o tabelamento do frete rodoviário de cargas é insustentável e terá de voltar a discutir o tema. De acordo com o ministro, a decisão de editar a medida provisória do frete foi tomada em um contexto extremamente complexo da greve dos caminhoneiros, em maio.

“Eu já disse publicamente várias vezes que nós sabemos que o tabelamento de frete não é algo que é sustentável. Esse é um tema que precisará ser enfrentado, um tema que está em discussão no judiciário, está no Supremo [Tribunal Federal] para que possa eventualmente ter uma solução que venha do judiciário”, disse o ministro durante uma palestra na capital paulista para empresários do setor de commodities.

Guardia ressaltou ainda que a subvenção ao diesel, válida até o final do ano, terá de voltar a ser debatida. “Nós vamos precisar enfrentar essa questão porque a partir do ano que vem nós não teremos mais subvenção [no preço do diesel]. A gente precisa, agora, com tempo, ter soluções mais estruturantes para esse problema”, acrescentou.

De acordo com o ministro, uma saída para a questão passa por uma maior competição no setor do refino de combustíveis e pela criação de um mecanismo que permita que os tributos absorvam a variação de preço dos combustíveis.

“Nós precisamos ter esse tipo de mecanismo, que não dava para fazer no meio da crise, até porque tudo isso que eu estou falando, notadamente a questão tributária, envolve mudança de lei complementar, da lei de responsabilidade fiscal, tem que ser feito em um ambiente com um pouco mais de tranquilidade”.

O ministro ressaltou ainda que a solução definitiva para a questão do frete e do preço dos combustíveis só ocorrerá quando o governo conseguir tratá-las de forma “ampla”.

“A solução definitiva para esse problema, infelizmente, ela só será dada a hora que a gente conseguir tratar o problema de uma maneira mais ampla. Vai passar pelo judiciário, mas também passará pela capacidade do governo de propor alternativas a essa política, que vai, como eu disse, desde a abertura do refino até o modelo alternativo à subvenção que foi criada”.

Fonte: Agência Brasil

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5 comentários

Claudio 30/09/2018 - 20:00

Insustentavel vai ficar o transporte quando terminar o subsidio e tudo voltar como era antes nesse pais que onde o governo devia ser exemplo nao cumpre nada nao fiscaliza nenhuma lei que cria e sempre joga o onus em cima de quem trabalha

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Cristovão 25/09/2018 - 10:03

Pois e tudo isso e culpa do governo. Sempre foi e o frete fico caro pra quem paga e puco pra quem recebe que no caso somos nois caminhoneiros. Os custos da viagem estao cada vez mais altos e agora com o ultimo almento do óleo ja fico pior que tava ruim e como vai ficar a hora que governo tira o subsídio do óleo.

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Rodrigo 24/09/2018 - 21:49

Estes parasitas corruptos estão PROVOCANDO os guerreiros do trecho! Se o tabelamento do frete for desfeito o Brasil pode se PREPARAR para uma greve muito pior que a primeira.

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adilson 24/09/2018 - 09:00

viavel deve ser então criarmos o partido dos caminhoneiros e viver as custas da nação como esse bando de parasitas faz ha anos, ora onde que um cara desses pode ser ministro de alguma coisa isso e um otário

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José Roberto mazaro 22/09/2018 - 17:41

Vamos marcar uma nova greve para o começo do mês de outubro

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