No Rio de Janeiro, entre 2003 e 2017, a média de roubos de carga nos meses de fevereiro e junho foi de 33,5 registros, segundo dados do Instituto de Segurança Pública. No ano de 2018, no mesmo período, foram registrados 200 roubos de carga na área, o que significa aumento de 497%, o maior valor já registrado pela região na série histórica. De acordo com um levantamento feito pelo JCC Cargo Watchlist, os trechos das rodovias BR-116 (Curitiba – São Paulo e Rio de Janeiro – São Paulo); SP-330 (Uberaba – Porto de Santos) e BR-050 (Brasília – Santos) são consideradas áreas com risco muito alto para a ocorrência de roubo de cargas.
Enfim, os números acima deixam claro como esse é um dos crimes mais executados no Brasil. Com foco nisso, trago a discussão sobre os motivos que fazem o roubo de cargas ser um dos crimes que mais cresce em nosso país e que torna, consequentemente, nossas estradas tão perigosas para o transporte de cargas. A fragilidade do sistema de segurança pública, já evidenciada há muito tempo, é um dos pontos importantes a serem debatidos.
Não existe um planejamento logístico eficiente em nosso país, que traga resultados efetivos. Tão pouco há uma força tarefa para que o problema seja resolvido ou ao menos minimizado. A falta de preocupação de governantes com esse problema contribui com a alta nas estatísticas desse tipo de crime. É preciso discutir com mais profundidade os temas relacionados a segurança no transporte.
É importante lembrar que o roubo de cargas afeta todos os brasileiros, já que reflete na produção, no abastecimento e no desenvolvimento de todos os setores da economia. Os prejuízos são incalculáveis.
Por enquanto, cabe a nós, empresas do setor logístico, investir cada vez mais em segurança. Nós da Transvip Brasil, transportadora de valores e cargas especiais, atuamos com carretas blindadas e com toda a tecnologia disponível no mercado como rastreamento de veículos via GPS, monitoramento em tempo real durante todo o trajeto, além de contar com vigilantes armados dentro dos veículos, entre outros meios de inibir o crime de roube de cargas. Os resultados vêm sendo positivos já que ainda não registramos nenhum sinistro, desde o início do serviço. Buscamos trazer todo nosso conhecimento em transporte de valores para o transporte de cargas especiais.
É a solução mais rápida para tentar diminuir os altos números citados no começo deste artigo. Ou alguém que tem o poder toma uma atitude e começa a olhar com mais preocupação para esse tema, ou continuaremos na lista que dá título a esse artigo.
Marcos Guilherme D. Cunha, diretor geral da Transvip Brasil.
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