Empresário é suspeito de chefiar quadrilha de roubo de caminhões em Ribeirão Preto




O empresário Magno Fernandes Iozzi é apontado pela Polícia Civil como chefe de uma quadrilha especializada em roubo de caminhões na região de Ribeirão Preto (SP). Iozzi foi preso temporariamente na manhã desta quarta-feira (10) na chácara dele, no distrito de Bonfim Paulista, durante a Operação Curupira.

Outras cinco pessoas foram presas por suspeita de envolvimento nos crimes. Segundo apuração da EPTV, afiliada da TV Globo, uma delas é um investigador da Polícia Civil de Serrana (SP). Ao todo, três armas foram apreendidas em cumprimento aos dez mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça.

O advogado José Augusto Aparecido Ferraz, que defende Iozzi, negou envolvimento do empresário em crimes e disse que vai provar a inocência dele.

Roubos

A quadrilha era investigada há seis meses pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e agia em Ribeirão Preto, Cravinhos (SP) e Serrana (SP). Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça ajudaram a polícia a desmantelar o grupo.

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Segundo o delegado César Augusto de França, os criminosos tinham uma logística elaborada, com divisão de tarefas. Os veículos alvos da quadrilha eram escolhidos, roubados e vendidos com chassi e documentação adulterados, ou eram utilizados por membros da própria organização.

Ainda de acordo com a polícia, os suspeitos assumiam a direção dos caminhões e mantinham os caminhoneiros reféns em matas, até que o veículo roubado chegasse ao destino final, ou seja, fosse entregue a quem havia encomendado o roubo.

De acordo com a polícia, o esquema incluía até planos de contingência para o caso de algum membro ser preso durante a ação. “O motorista da quadrilha levava o veículo até um local determinado. A logística era que se prendesse o motorista com o caminhão, antes de chegar ao galpão, ele seria o receptador, pagaria uma fiança e iria embora.”

Os veículos eram fraudados em uma empresa. Com chassi adulterado, o emplacamento era feito legalmente. Segundo França, o empresário Magno Fernandes Iozzi, dono de uma indústria química, é um dos mentores intelectuais da quadrilha.

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“Na casa dele, foi apreendida uma pistola. Ele comentava com outros quadrilheiros os roubos desses veículos. Um desses roubos, em Santa Rosa de Viterbo (SP), ele acabou ficando com esse veículo e foi vendido para um receptador final. Ou eles ficavam com o veículo adulterado para uso próprio ou vendiam.”

Desde o início da investigação, a polícia conseguiu recuperar dois veículos roubados e outros oito já foram identificados.

Fonte: G1




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