Helio Storch – Há 50 anos na profissão de motorista




Aos 69 anos, Hélio Storch, lembra com entusiasmo da primeira habilitação. E o que dizer do dia 10 de outubro de 1968, quando a profissão de motorista foi registrada na carteira de trabalho? Os olhos brilham e o motorista viaja no tempo.

A rural willys, que fez parte de seu aprendizado, entre os 14 anos e 15 anos, ficou para trás, em Monte Alverne, quando veio trabalhar com um tio, em Venâncio Aires. Com muita gratidão, o santa-cruzense, conta que nunca se envolveu em acidente, nestes 50 anos. ‘Vi muitos colegas partir, mas espero seguir na estrada com a mesma atenção de sempre.’

Os quilômetros percorridos no município, pelo Brasil afora e em outros países, o caminhoneiro não consegue lembrar, porém no cinquentenário de profissão tem na ponto do lápis os nomes dos empresários para quem trabalhou, e da compra do primeiro caminhão, o “Jacaré”, um Scânia 111.

Com entusiasmo, ressalta que foi no Jacaré que o filho Cleiton, também iniciou na profissão, a quem chama de ‘meu companheiro de viagens’ [juntos viajaram por algum tempo]. O pai do Cleiton e do Cássio, avô da Melissa e da Amanda, atualmente divorciado, é morador do bairro Morsch, mas considera a cabine do caminhão a verdadeira morada.

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Combustível 

O aposentado que não pensa em parar tão cedo, vai “estacionar o caminhão”, na Capital do Chimarrão, neste domingo, 14, para brindar, com amigos e familiares, que lhe prepararam uma festa. Se comemorar o cinquentenário é um motivo especial, duas palavras são “combustíveis” para Storch dirigir pelas estradas desafiadoras: respeito e educação.

O motorista que completou os 69 anos, em 28 de setembro, “sem óculos” já enxerga o dia 19 de janeiro quando irá renovar a CNH. Ele, que foi um dos organizadores da Festa dos Motoristas em 2011, renova a proteção a cada ano em São Cristóvão.

Storch que tem permissão internacional para o transporte de tabaco, por meio de uma empresa, acrescenta que há muitas dificuldades na profissão. Ele destaca o desrespeito, atualmente, por parte de alguns motoristas. A falta de coleguismo entre os caminhoneiros é outro item que o motorista aponta, porém ele considera que os riscos com assaltos, atualmente, é um dos motivos deste comportamento.

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Os auxílios que eram comuns ser prestados aos companheiros de viagens no passado, hoje exigem maior cautela. Maior ainda, segundo Storch, ela se torna no trânsito. ‘É preciso estar sempre atento, pois o caminhão carregado não para facilmente. Por isso estou sempre imaginando o que tem à frente, para que todos possam chegar ao seu destino.’

Fonte: Folha do Mate




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