Juíza proíbe Fibria de transportar madeira em cidade de São Paulo




A juíza Ana Leticia Oliveira dos Santos proibiu a empresa Fibria de transportar toras de eucalipto extraído de fazendas de São Luiz do Paraitinga.

A ação foi movida pelo defensor público Wagner Giron de La Torre, de Taubaté, após abaixo-assinado com mais de 160 subscrições de moradores do distrito rural de Catuçaba.

Segundo a ação, o transporte de caminhões com madeira é feito pelas ruas centrais do distrito e pela rodovia Abílio Monteiro de Campos, único acesso à localidade.

A atividade, segundo a Defensoria Pública, “provocou o surgimento de buracos e afundamento nas vias, danos a construções antigas e históricas, bem como acidentes”.

Além da proibição do transporte, a decisão judicial determina que a Fibria realize estudos de impacto ambiental e de vizinhança, para “quantificar, prevenir e reparar os efeitos negativos decorrentes do transporte, visando alternativas para o escoamento da madeira”.

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Outro lado

Em nota, a Fibria informou que não realiza operação de transporte de madeira no distrito de Catuçaba desde agosto de 2015, quando da decisão liminar que proibiu o transporte. “Na ocasião a Fibria assumiu, e mantém até hoje, o compromisso de não transportar madeira proveniente da fazenda Sertãozinho II, de sua propriedade, enquanto não houver outra possibilidade de escoamento da produção de madeira que não seja pelo Distrito”.

Afirmando que irá recorrer da decisão, a empresa completou a nota: “A Fibria mantém sua estratégia de desenvolvimento social no Vale do Paraíba e nos últimos três anos investiu o valor de R$ 880 mil em projetos sociais que beneficiaram a comunidade do município de São Luiz do Paraitinga”.

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Fonte: O Vale




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