Rebite é vendido sem fiscalização às margens de rodovia de Goiás




A venda de rebite, uma droga estimulante que faz o cérebro trabalhar mais rápido e é consumida geralmente por caminhoneiros, é realizada sem fiscalização às margens de várias rodovias de Goiás. Um flagrante dessa situação foi registrado por um produtor da TV Anhanguera que se passou por interessado em comprar o produto num posto de combustíveis da BR-153, na Região Metropolitana de Goiânia (veja vídeo). O Ministério da Segurança Pública promete reforçar o número policiais nas estradas.

Nas imagens, o produtor conversa com a atendente em busca do produto:

Produtor: Quantos comprimidos que vem, moça?
Atendente: Quinze!
Produtor: Quinze?
Atendente: É.

Nas abordagens e operações realizadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Goiás, é comum encontrar tanto a droga, quando motoristas que estão dirigindo há horas sob efeito dela.

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Em um dos casos, a conversa com o caminhoneiro foi gravada pela PRF. Pego pela terceira vez na mesma situação, ele parece transtornado. Quando o policial diz que ele foi flagrado conduzindo em ziguezague, responde: “E o medo? E o medo, meu patrão?”.

Outro caminhoneiro flagrado confirmou que usa o rebite há bastante tempo. “Já tem uns três anos mais ou menos”. No caminhão dele, a PRF localizou cartelas dos comprimidos.

O cardiologista Frederico Nachuth alerta que o uso da droga é prejudicial tanto para o caminhoneiro, como para quem divide a rodovia com eles.

“O motorista perde o reflexo, pode fazer uma ultrapassagem mais arriscada. Ele perde a noção de espaço e tempo e pode tomar uma decisão que pode matar uma família”, salienta.

Fiscalização

Apesar das operações policiais constantes, ainda existem falhas na fiscalização. Atualmente, a PRF possui 10 mil agentes em todo o Brasil, sendo que o ideal seria ao menos 18 mil.

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O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse na quinta-feira (18), em Goiânia, que há um concurso em andamento e que 500 novos policiais serão incorporados à PRF até o primeiro semestre de 2019. “É um reforço considerável, mas nós queremos mais”, disse.

Fonte: G1




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