Jovem recebe homenagem em para-brisas de caminhões após falecer




Muitos dos caminhões que se aglomeraram em frente ao cemitério São Miguel e Almas, na Avenida Oscar Pereira, em Porto Alegre, em setembro do ano passado, ainda hoje estampam no para-brisa as sete letras do primeiro nome de Letícia Souza. Filha, sobrinha e prima de caminhoneiros, ela sonhava com essa homenagem em vida, mas morreu antes, aos 21 anos, após complicações por conta de uma doença que compromete o fígado.

– A gente fazia festas do grupo e os motoristas homenageavam as namoradas com o nome no para-brisa. Ela achava bonito, gostava – contou o irmão Gustavo Souza, de 17 anos, explicando que a prática é comum entre os motoristas de caminhão, que homenageiam pessoas queridas com nomes e frases no vidro frontal ou na traseira dos veículos.

Pouco antes de morrer, Letícia disse ao irmão que sonhava em ver um para-brisa ostentando seu nome. Ela não teve tempo, mas o sonho não se perdeu. Gustavo resolveu mobilizar os mais de dez parentes que dirigem caminhão, além de amigos. Grandes adesivos com o nome Letícia foram confeccionados e colados nos veículos. Dezenas participaram do velório da jovem, estampando o letreiro.

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– Participamos de um grupo e temos muitos amigos caminhoneiros da região de São Sebastião do Caí. Aí eu falei: vamos fazer uma última homenagem. Eles colaram vários adesivos para homenagear a Lê – disse Gustavo.

O pai de Letícia, Gilberto, destacou que ela sonhava em tirar carteira de motorista do tipo D, que permite dirigir caminhões.

– Eu não sei se ela seguiria na profissão. Mas ela queria tirar a carteira para poder dizer que era caminhoneira, como é o restante da família – completou o pai.

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Alguns veículos já tiveram os letreiros retirados por conta de inspeções, que não permitem para-brisas com adesivos tão grandes como os feitos pela família. No entanto, meses depois da perda, ainda é possível encontrar veículos, carros e motos com o nome da jovem.

Fonte: Gaúcha ZH




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