A maioria dessas medidas já haviam sido anunciadas, como a criação do Cartão Caminhoneiro, que permite a compra antecipada do diesel a preço fixo, melhorando a previsibilidade e manutenção do valor do frete.
Também foram anunciadas a criação de pontos de parada e descanso para os caminhoneiros, para cumprimento da lei do descanso, em parceria com as concessionárias de rodovias, atualmente pedagiadas. A criação desses pontos de parada será obrigatória para novas concessões de rodovias, previstas para este e para os próximos anos.
Outra medida anunciada, até então não divulgada, é a criação de um programa de financiamento de até R$ 30 mil, visando compra de pneus e manutenção dos caminhões, exclusivamente para autônomos. De acordo com o Ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, apenas caminhoneiros autônomos, que tenham até dois caminhões, poderão usar essa modalidade de financiamento. Inicialmente os financiamentos estarão disponíveis via BNDES pelos bancos Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
O Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, destacou o diálogo que tem acontecido entre o governo e os caminhoneiros, e disse que o governo estudou o sistema de transportes rodoviários no país, visando aumentar a renda dos caminhoneiros, principalmente removendo os intermediários dos fretes, conhecidos também como atravessadores, que ficam com boa parte do valor do frete apenas fazendo a ligação entre o embarcador e o caminhoneiro.
O ministro também anunciou que o governo busca estreitar os laços no diálogo com os caminhoneiros, e desburocratizar o setor, simplificando a vida dos caminhoneiros e transportadores.
O ministro Tarcísio destacou a renovação do Fórum dos Transportes, restabelecido em março deste ano, e que terá reuniões bimestrais. Nesse fórum são discutidas as principais reivindicações do setor.
O governo também irá destinar mais recursos para o setor de transportes, principalmente para manutenção de rodovias e pavimentação de trechos, como a BR-163. De acordo com o Ministro da Infraestrutura, o governo federal tem alocados R$ 2 bilhões para conclusão de obras em andamento e manutenção de rodovias importantes que não sejam concedidas.
A coletiva de imprensa na íntegra pode ser assistida abaixo:
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