Além dos motoristas de caminhão, a falta de mão-de-obra atinge também outros setores, como logística, indústria e comércio.
O presidente da Bundesverband Spedition und Logistik, Axel Plaß, vê um futuro negro para o setor. Segundo ele os primeiros segmentos impactados pela falta de caminhoneiros serão o transporte rodoviário, e também os fretes marítimos e aéreos, que dependem de caminhões para complementação das rotas.
Segundo a DSLV, existem vários motivos para o problema, entre eles as condições de vida para os motoristas nos últimos anos, que não melhoraram e também as constantes violações de dignidade dos caminhoneiros nas empresas de carga e descarga e nas estradas, principalmente nos pontos de parada.
Além disso, em toda a Europa, apesar da estrutura apresentada, os pontos de parada são considerados ruins, com pouca qualidade, sem segurança e mal equipados para atender os caminhoneiros. Além disso, no descanso semanal obrigatório, que deve ser feito fora do caminhão, os hotéis de estrada tem uma estrutura bastante ruim.
“Embora os salários dos motoristas aumentem, isso não gera oferta adicional de mão-de-obra no mercado de trabalho. Apesar dos ajustes salariais sustentáveis, a atratividade do perfil de emprego não aumenta”, disse Plaß.
A conclusão do estudo diz que é necessário mudar o pensamento de toda a cadeia de transportes para que novos motoristas sejam atraídos para o setor. E afirma ainda que bom profissionais não se fazem apenas com bons salários.
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