Governo Federal debate medidas para destravar antigas reivindicações dos caminhoneiros




As pautas de interesse dos caminhoneiros autônomos voltaram a ser debatidas pelo Governo Federal durante a 33º reunião do Fórum Permanente para o Transporte Rodoviário de Carga (Fórum TRC). O encontro, que aconteceu nesta quarta e quinta-feira (10 e 11), reuniu representantes do governo, transportadoras, embarcadores e caminhoneiros autônomos.

De acordo com o secretário Nacional de Transportes Terrestre (SNTT), Jamil Megid Junior, discutir a execução de medidas para destravar gargalos no transporte de cargas, além de temas de interesse da categoria, tem sido a principal proposta do evento. “Estamos dando celeridade às reivindicações dos caminhoneiros e dos representantes do transporte rodoviário de cargas e iniciando de imediato as ações que visam a qualidade de vida desses profissionais”, afirmou.

Durante o evento, foram apresentados os resultados dos estudos sobre Ponto de Parada e Descanso (PPDs), da consulta pública sobre piso mínimo de frete, além do estudo encomendado pelo governo à Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”)para definir uma nova metodologia de cálculo das tabelas de frete rodoviário para cargas.

Em um dos painéis, a superintendente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Rosimeire Lima de Freitas, apresentou os resultados das cinco audiências públicas que foram realizadas em maio de 2019, com cerca de 800 participantes. “As audiências visam estabelecer as regras gerais, a metodologia e os principais indicadores do piso mínimo, estabelecendo as principais regras para facilitar a vida dos caminhoneiros no cálculo do piso mínimo do frete”, destacou.

Em outra apresentação, o analista do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), Éverson Luis Campos, apresentou os avanços de a nova solução tecnológica para o cálculo da tabela do piso de frete. “Estamos em fase de teste para apresentar um aplicativo que irá simplificar o processo de cálculo da carga e, principalmente, desburocratizar o transporte rodoviário e aproximar o caminhoneiro da indústria”, afirmou.

Canal de Diálogo

Criado pelo Ministério da Infraestrutura, com o objetivo de deliberar e desburocratizar o setor de transporte de cargas no país, o fórum representa 2,6 milhões de caminhoneiros, 37.386 empresas, 1.584 sindicatos e 75 federações. O objetivo do Ministério é que o evento seja o principal canal de diálogo entre os representantes do transporte rodoviário de cargas do país, reforçando o debate e a unificação de esforços entre o Governo Federal e as entidades de apoio e representação nacional das categorias ligadas ao setor.

Ações

O Ministério da Infraestrutura vem mantendo uma política de fortalecimento do diálogo com as entidades representativas de embarcadores, transportadores e caminhoneiros autônomos. O primeiro compromisso assumido e cumprido foi a retomada e a reformulação do Fórum Permanente do Transporte Rodoviário de Cargas (RTC).

Desde então, algumas medidas já foram anunciadas e estão em andamento, como a abertura de linha de crédito para os caminhoneiros via BNDES, estudos para construção de pontos de parada e descanso nas rodovias concedidas, apresentação do projeto-piloto do Documento de Transportes Eletrônico (DT-e), pavimentação da BR-163/PA, o lançamento do Cartão Caminhoneiro para compra de diesel a preço fixo, entre outras iniciativas.

Fonte: Ministério da Infraestrutura





8 comentários em “Governo Federal debate medidas para destravar antigas reivindicações dos caminhoneiros

  • 15/07/2019 em 14:25
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    Isto tudo e conversa pra boi dormir kd que o oleo diesel baixou o vilao de nos caminhoneiros autonomos e o oleo diesel uma carreta gasta 1 litro de diesel pra percorrer 2 km

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  • 14/07/2019 em 21:57
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    Algo já está sendo feito, mas muito mais precisa ser denunciado e mudado. A situação do caminhoneiro autônomo muitas vezes é humilhante, principalmente, quando há arbitrariedade nos postos fiscais. Gostaria de relatar uma situação que aconteceu comigo e que, infelizmente, é muito comum: O caminhoneiro autônomo é contratado para prestar um serviço a uma transportadora, aceita fazer o frete para determinada empresa. Contudo, ao chegar no posto fiscal, fica retido porque a empresa (dona da mercadoria) não pagou os respectivos impostos. Ou seja, por inadimplência de terceiros, o caminhão fica retido várias horas e, muitas vezes, vários dias em postos fiscais sem a menor infraestrutura. No meu caso, fiquei retido no posto fiscal de Tianguá (CE), onde os banheiros (espaços em um terreno cercado com arame farpado) são sujos, sem portas, sem esgoto. O local não oferece condições de pernoitar com decência. Não é justo que o motorista seja prejudicado quando os impostos da carga (que não é sua) estão atrasados. O correto seria reter somente a carga, somente a mercadoria da empresa inadimplente, não o caminhão! O Posto Fiscal também não efetua cobranças da empresa inadimplente, mas pressiona o motorista, que não deve nada. Impossibilitado de sair, o motorista fica retido horas e dias, o que acarreta prejuízo. Não é possível pagar prestação de caminhão ou sustentar a família quando as transportadoras não querem pagar o preço justo do frete e quando esse tipo de arbitrariedade acontece, sem falar, no preço abusivo dos pedágios e do combustível. O caminhoneiro autônomo nesse país trabalha muito, leva muito desaforo, sofre humilhações, arrisca a vida para nada! Outra situação que precisa ser corrigida é a que existe em torno de um documento chamado “manifesto”. Esse documento é manuseado pela empresa (transportadora) que oferece a carga, ou seja, é a transportadora que dá baixa no documento após a viagem, mas por esquecimento da empresa ou por negligência, às vezes o “manifesto” fica em aberto, isso acarreta multa para o caminhoneiro nos postos fiscais, isso é uma injustiça!!! Outra situação que continua comum: há poucos dias flagrei uma patrulha da PRF nas BRs multando com radar móvel. A lei mudou, mas parece que o costume não!

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  • 13/07/2019 em 12:52
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    Boa tarde
    Hj o q mais atrapalhar agente a trabalhar e a perseguição da polícia rodoviária federal temos q correr deles como se fossemos bandido por querem multar por qualquer coisa Lampas q queima por causa das condições do asfalto

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  • 13/07/2019 em 09:32
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    Nas discussões do setor de transportes, há que se colocar em pauta o fim da pesagem entre-eixos e levar em consideração, apenas o PBTC, afinal, o método utilizado nas balanças da ANTT, é uma fábrica de multas que imobilizam e emperram o transporte, além de fomentar a corrupção mediante pagamentos para liberação de veículos supostamente com excesso entre-eixos, sem dizer que existem diferenças gritantes entre um posto de pesagem e outro e quase nunca as balanças são aferidas pelo INMETRO. Existem também as questões das resoluções do CONTRAN a respeito da amarração de cargas, pois tais medidas só fizeram aumentar o custo para o transportador e em nada contribuíram para aumentar a segurança nas estradas ou pelo menos amenizar o impacto de possíveis ocorrências de acidentes, e mais, na minha opinião as medidas adotadas pelo CONTRAN foram no canetaco, sem nenhum teste de eficácia realizado para que comprove a funcionalidade das medidas e equipamentos exigidos, apenas foram lá e impuseram um enorme aumento de custo ao já combalido e endividado transportador autônomo! A promessa de Jair e seu ministro de transportes, foi de avaliar e revogar possíveis estorvos das tais resoluções do CONTRAN, mas ao contrário disso, só vejo e ouço falar dos pardais!

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  • 12/07/2019 em 22:41
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    Só vejo proposta de melhorias para caminhoneiros autônomo! E para os motoristas empregado que a tempo o salário só vem caindo?

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  • 12/07/2019 em 16:56
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    E a tabela de frete tá valendo ou não e para caminhoneiros agregados como fica a situação

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  • 12/07/2019 em 15:32
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    Sou caminhoneiro mas vou falar a verdade, O povo que só sabe reclamar o governo tá tentando pelejando pra ajudar e os cara só com mimimi. Tudo que o governo fala que vai fazer os cara já fala que não vai dar serto.Nao vai dar serto e num fazer nada . Afff

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  • 12/07/2019 em 13:12
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    Esse tal de ‘Cartão Caminhoneiro’ é como trocar 6 por meia dúzia, ou seja, NÃO AJUDA EM NADA para economizar com combustível a médio e longo prazo.

    Por exemplo, se você “encher” o cartão, reservando a compra de 500 litros de diesel à $ 3,24 o litro, além de se endividar com a financeira da Petrobras, vai gastar esses 500 litros de diesel e quando for comprar o diesel pelo cartão de novo, NÃO VAI SER A $3,24 o litro como na compra anterior, será com um preço maior, $ 3,39 por exemplo.

    Conclusão: FURADA! Não peguem esse cartão e não fiquem reféns da Rede Petrobras.

    Para você conseguir desconto em preços de combustíveis de 5% para cima, recomendo se cadastrarem na rede de postos Ipiranga, no programa KM de Vantagem. É fácil, é só ir no site da Ipiranga e baixarem o Aplicativo Abastece Aqui. Abram o Aplicativo e façam o cadastro, é bem melhor que essa PTbras da vida!

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