Tabela de frete é ‘aberração’ e tem de ‘morrer naturalmente’, diz ministro da Infraestrutura




Envolvido diretamente nas negociações entre o governo e os caminhoneiros, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirma que a tabela de frete, instituída no País após a greve de caminhoneiros de 2018, é uma “aberração” e é preciso que ela deixe de existir.

Segundo ele, para resolver o problema, é preciso “desmamar” o setor e deixar que a tabela “morra naturalmente”.

“Também não adianta chegar um governo novo e falar que amanhã não tem mais tabela. Não pode ser assim”, disse o ministro, em jantar promovido na noite desta terça-feira, 6, pelo jornal digital Poder 360, em Brasília, que teve participação de empresários e jornalistas.

Freitas afirmou não ver risco de nova greve. Para reagir à paralisação em maio de 2018, que se arrastou por dez dias, o governo do ex-presidente Michel Temer sancionou uma lei instituindo uma tabela com preços mínimos para o frete.

O governo Jair Bolsonaro, que no início deste ano teve de lidar com ameaças de novas paralisações por parte dos caminhoneiros, “herdou” a situação, disse Freitas. Ele ponderou ainda que se trata de um problema econômico e não de infraestrutura, foco de sua pasta.

“A causa do problema é a política industrial errada. O Produto Interno Bruto (PIB) e a frota sempre caminham juntos. O que aconteceu no Brasil? O PIB caiu e a frota subiu. O caminhoneiro está lá morrendo e não consegue perceber que é por causa do excesso de oferta. Aí me manda, mensagem: ‘Ministro, nós estamos morrendo. Estão mesmo”, disse.

Segundo Freitas, com a retomada do crescimento, será possível reequilibrar novamente oferta e demanda. Até lá, a solução passa por fazer um trabalho de “formiguinha”, facilitando acordos entre os agentes de cada setor.

“Se fizermos vários acordos, a gente torna a vida do próprio Supremo Tribunal Federal mais fácil. A carga de responsabilidade diminui. Imagino que o Supremo deve estar com medo: se eu decido pela inconstitucionalidade, será que o Brasil para amanhã?”, afirmou. “Mas se dissermos que não vai ser surpresa e todo mundo já sabe mais ou menos o preço que será praticado? E aí fazemos renascer a cultura da livre-negociação, que é um coisa que existia e perdemos”, disse.

O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, marcou para o dia 4 de setembro o julgamento no plenário da corte de processos contra a política de preços mínimos no frete.

Ingressaram com as ações diretas de inconstitucionalidade (ADI) no Supremo a Associação do Transporte Rodoviário de Cargas do Brasil (ATR Brasil), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI). As entidades apontaram desrespeito aos princípios da livre iniciativa e da livre concorrência com a adoção do tabelamento do frete. A Procuradoria-Geral da República defendeu a medida.

Fonte: Estadão





13 comentários em “Tabela de frete é ‘aberração’ e tem de ‘morrer naturalmente’, diz ministro da Infraestrutura

  • 09/08/2019 em 13:55
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    Vergonha….quem carrega o Brasil nas costas não tem valor….sou caminhoneiro com orgulho….Não sei que vcs do plenário fazem . A sei sim só recebem seus salários e mas nada….

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    • 10/08/2019 em 10:37
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      Não existe tabelar nada, tabelar frete é igual tabelar preços como fez Collor, nunca irá funcionar. Os autônomos tem que se unir e não baixar preço, a própria categoria deprecia o valor do frete.

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  • 08/08/2019 em 19:17
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    Até concordo que a tabela poderia deixar de existir desde que o governo freace o crescimento absurdo das transportadoras em cima dos autônomos.Por que sò eles renovam suas frotas adquirindo cada vez mais veículos sendo que já há excesso no mercado.BNDS fica liberando financiamento pras grandes empresas enquanto o autônomo passa dificuldade nas estradas muitas vezes com seu veículo em péssimas condições.Muitas das empresas de transporte de hoje não dependem unicamente do transporte para sobreviver pois tem outros meios de remuneração outras empresas, etc.., enquanto o autônomo vive única e exclusivamente da renda de seu caminhão, dali ele precisa manter sua família pagar as contas de casa ,estudo pros filhos e outras contas do dia dia e ainda manter seu veículo em boas condições. E como fazer isso tudo em um país tão desigual.

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  • 08/08/2019 em 17:41
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    O autonomo nunca chega em ninguém pra negociar frete nós pegamos o resto do resto.

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  • 08/08/2019 em 17:40
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    Hahaha! Malsonaristas todos, agora se danem! Capaz que o Mal vai defender caminhoneiro … Bem feito! Votem pra ele!

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      • 10/08/2019 em 10:35
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        Não existe tabelar nada, tabelar frete é igual tabelar preços como fez Collor, nunca irá funcionar. Os autônomos tem que se unir e não baixar preço, a própria categoria deprecia o valor do frete. Governo não pode interferir pra defender uma categoria.

  • 08/08/2019 em 17:37
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    mais um mentiroso como todo esse governo que enganou muitos coitados. jairmearrependendo pronto falei

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  • 08/08/2019 em 15:51
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    Boa tarde e os 30 mil pelo BNDES para nós ajudar a custear despesas com o caminhão seria ótimo.

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  • 08/08/2019 em 12:41
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    Não se preocupe com a quantidade de cargas mais sim com o preço de qualidade. Prefiro fazer duas viagens com preço mínimo. Doque fazer quatro no mesmo mês com preço de ir um certo valor e a volta sabe lá quanto, e temos que voltar. Ministro Tarcísio não decepicione a classe que tanto acreditou no Sr. Apenas fazer cumprir a lei além de ser lei foi uma promessa do seu governo, ninguém quer atrapalhar o governo com greve, apenas queremos trabalhar com dignidade obrigado.

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    • 09/08/2019 em 02:19
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      Kkk. Decepcionado? O mito vai salvar o mundo. O negócio é deixar de puxar o saco.

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  • 08/08/2019 em 12:41
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    A tabela de frete nada mais é, do que o cálculo correto do valor do mesmo, considerando os custos, depreciação do equipamento e lucro do negócio. Esse é um cálculo que todo empreendedor faz,para gerir o seu negócio e torná-lo viável. Devido às pulverização da frota, o tomador de frete sempre explorou a categoria, determinando o valor do serviço alheio, sendo que o frentista autônomo raramente consegue negociar em base de igualdade. É necessário que haja sim, um agente regulador para o setor, buscando controlar o poder do capital sobre a mão de obra. Quem está reclamando são aqueles que se vêem tolhidos na sua pratica de abuso e exploração.

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    • 08/08/2019 em 19:16
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      Eu me envergonho de ser brasileiro e tão simples e só as indústrias passarem os fretes direto pro dono dos caminhões o autono não eles passam pra trasmpotadora aquela que nem tem caminhões e fica com a maior fatia sem gastar nada são os atravessadores que fazem os fretes ficarem caros eu faço uma viagem de 3500km a transportadora me paga 14mil reais e cobra do distinatario 21mil pra repassar o frete e manifestar ganhando 7mil porque a indústria não passa o frete direto eu manifestaria e sairia por 18mil uma economia pra indústria e três mil reais

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