Tabela do frete: caminhoneiros têm nova reunião com ANTT na próxima semana




A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (Esalq-Log), da Esalq/USP, devem se reunir na próxima semana para realizar uma segunda reunião sobre os preços mínimos da tabela do frete. O encontro faz parte de uma programação definida em dezembro para rever os valores do transporte rodoviário.

“Desta vez, será discutida a possibilidade de serem fixados pisos mínimos de frete para o transporte de cargas que tenham custos operacionais diferenciados, tais como vidros, animais vivos, guincho, granéis em silo pressurizado e cargas aquecidas”, disse a Esalq em comunicado.

Segundo o grupo de estudos, o encontro tem como objetivo coletar opiniões e sugestões para aprimorar a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC). Profissionais dos segmentos envolvidos nas cadeias logísticas brasileiras, como transportadoras, embarcadores e autônomos devem participar.

Diferente das reuniões realizadas no primeiro semestre do ano, o evento será divido por temas, sendo discutidos os aspectos gerais de cada carga especial. As reuniões acontecerão de forma simultânea: no primeiro período, das 9h às 12h, em salas distintas, serão coletadas as sugestões a respeito das cargas a granel em silo pressurizado, vidro e cargas aquecidas. No segundo período, realizado em salas distintas das 14h às 17h, o encontro abordará as cargas de guincho e animais vivos.

Caso no STF

Três Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) sobre a tabela do frete ainda aguardam julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Em junho, o presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, havia marcado a análise do caso para 4 de setembro. No entanto, a data foi adiada a pedido do relator, ministro Luiz Fux. Os processos foram abertos pela Associação do Transporte Rodoviário do Brasil (ATR Brasil), que representa empresas transportadoras; pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A CNA argumenta que o tabelamento é uma intervenção ineficaz no meio econômico, que tem causado perdas ao setor produtivo, como o aumento de 145% no valor do transporte de granéis agrícolas e a redução nas exportações.

Os caminhoneiros defendem o tabelamento. Eles alegam que há uma distorção no mercado e que, sem a tabela, não têm condições de cobrir os custos do serviço que prestam e ainda extrair renda suficiente para o próprio sustento.

Fonte: Canal Rural





5 comentários em “Tabela do frete: caminhoneiros têm nova reunião com ANTT na próxima semana

  • 20/09/2019 em 21:03
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    Há uma demora muito grande quanto a tabela de frete. É necessária soluções mais eficazes para nossa categoria.

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  • 20/09/2019 em 07:43
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    As entidades que representam o transporte rodoviário, notadamente os camioneiros autônomos têm que comparecer a essa reunião e de forma clara e objetiva alertar o governo para a política cruel e abusiva dos preços do diesel. A tabela do frete não resolve totalmente o problemas mas impede que o camioneiro autônomo, continue prejudicado e explorado por empresas inescrupulosas como, por exemplo, se ver obrigado a retornar recebendo metade do preço do frete de ida. Camioneiros do Brasil, uní-vos !!!

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    • 21/09/2019 em 10:54
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      Que palhaçada virou isso nem da primeira parte resolveram agora querem tratar d carga d vidro…..

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  • 20/09/2019 em 01:42
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    Tem que um basta nisto a quanto tempo vem se enrolando esta tabela sem ela nos autonomos nao vamos sobreviver o diesel a cada dia aumenta temos que nos unir e parar de novo ta osso

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  • 19/09/2019 em 18:37
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    Boa noite na minha opinião tem que ter sim a tabela pois faço a rota para o norte a distorção e tao grande que quando vou eles pagam tabela mas quando volto para o sudeste tenho que vim pela metade do preço isso pois agregado em uma emprsa de grande pirte em betim MG

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