Ford encerra produção de caminhões amanhã




A fábrica da Ford em São Bernardo entra na sua última semana de funcionamento com cenário ainda incerto sobre o futuro das negociações para a compra da unidade. A produção de caminhões vai até amanhã.

No início de setembro, a Caoa foi oficializada como única interessada em comprar a planta da Ford no bairro Taboão. O intuito era que o acordo fosse fechado em até 45 dias, mas, aparentemente, as tratativas ‘esfriaram’.

O secretário estadual da Fazenda e Planejamento, Henrique Meirelles (MDB), revelou em entrevista que a Caoa ainda não havia conseguido financiamento suficiente para emplacar a compra – uma transação estimada em R$ 1 bilhão. A empresa buscou recursos junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), mas a instituição já teria rejeitado o empréstimo.

Na última semana, o governador João Doria (PSDB) afirmou, em visita à região, que existem dificuldades para que a Caoa compre a unidade. Sem citar marcas, ele admitiu a alternativa de que montadoras da China entrassem no negócio como plano B diante do impasse envolvendo o grupo brasileiro.

A data do término da produção foi confirmada pelo SMABC (Sindicato dos Metalúrgicos do ABC), que realiza assembleia hoje na porta da fábrica. O conteúdo abordado deve ser a orientação aos trabalhadores que permaneceram na planta e ainda aguardam o processo de compra para a contratação pela nova empresa.

A Caoa assegurou, anteriormente, que deve absorver 850 funcionários, mas com a possibilidade de redução de até 30% no valor dos salários. O grupo deve tocar a linha de montagens de caminhões, incluindo a Cargo (herdará o nome que era da Ford) e produzir automóvel leve, ainda sem mais detalhes sobre o modelo.

No início do ano, a Ford mantinha 2.600 colaboradores, sendo que, hoje, há cerca de 1.450. A montadora norte-americana anunciou o fechamento da unidade da região no início deste ano por causa da saída do segmento da fabricação de pesados na América Latina.

Com o encerramento da produção do New Fiesta – único automóvel fabricado na planta do bairro Taboão – em junho, a Ford demitiu 750 trabalhadores que atuavam na linha de montagem. Desde fevereiro, 1.050 profissionais já foram desligados.

Fonte: Diário do Grande ABC





5 comentários em “Ford encerra produção de caminhões amanhã

  • 31/10/2019 em 09:10
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    Comprar essa fábrica e manter a produção de caminhões Ford (o que seria possível) seria um risco enorme considerando nossa legislação trabalhista. Quem assumisse a produção (investidor) assumiria também o risco trabalhista (e são milhares de empregados). QUEM É O LOUCO que investiria nesse mercado comandado por uma legislação atrasada, sindicatos e um judiciário que vai conforme o vento?

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  • 30/10/2019 em 13:10
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    Passa logo para CAOA e ja era ……fuca dificultando a compra para a empresa Brasileira ….duvido que se fosse uma de fora o BNDES tava e dabdo a bunda pra financiar …….e brasileiro nao acreditando em Brasileiro a CAOA ja provou pra todos que consegue reeguer uma empresa quase em Ruinas como a Chery ate fábrica própria tem hoje!!!!
    Infelismente nosso Governo nao ajuda a incentivar as indústrias Brasileiras preferem que as de fora suba e as nossa decaia……acompanho essa historia e na minha opinião passa logo o controle para CAOA e assim ela mantem a marca FORD e ainda de cara tras para nos os caminhoes Hyundai aiii e vidaaa….Avante Caoaa!!!!!!

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    • 30/10/2019 em 13:15
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      Descupe os erro corretor e uma kaka ….mais deu pra entender kkkkk essa minha opinião

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  • 30/10/2019 em 06:17
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    Tinha tudo mesmo pra Ford fechar as portas, a montadora melhorou os produtos mas não evoluiu e isso fez com que a mesma perdesse espaço no mercado.
    Uma das coisas que na minha opinião como motorista ela não inovou foi o designe de vidros da gabine, isso colaborou para que os clientes optassem por outras marcas.

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    • 31/10/2019 em 09:18
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      Quanta ingenuidade! Custo de produção elevado tendo em vista a legislação trabalhista arcaica. Isso acabou com a Ford (a acabará com outras marcas se não fizerem parcerias, reduzirem custos e automatizarem ainda mais a produção). Não foi o “o design de vidros da cabine”.

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