Nos países da Europa faltam 150 mil motoristas de caminhão. O problema é mais grave em seis países, que acumulam 127.500 vagas desse total. Reino Unido lidera, com 52 mil vagas em aberto.
Alemanha tem, pelo menos 45 mil vagas, que podem chegar às 75 mil nos próximos anos. Esse aumento tão abrupto no número de vagas se deve à idade média dos caminhoneiros europeus, bastante elevada.
A cada ano, mais e mais motoristas de caminhão da Europa se aposentam, e poucos motoristas querem assumir esses postos de trabalho. De acordo com dados da Associação Alemã de Transportes, a cada ano, apenas 2 mil novas carteiras de motoristas profissionais são emitidas na Alemanha.
Para tentar sanar o problema, muitas empresas tem buscado motoristas mais ao leste, em países da Europa Oriental, como Polônia e Ucrânia, que tem fornecido mão-de-obra para trabalho com caminhões. Apesar disso, esses países também começam a enfrentar escassez de mão-de-obra.
Os dados do estudo da TransportIntelligence concluem que o transporte rodoviário da Europa pode entrar em colapso por falta de motoristas, algo que pode afetar drasticamente a economia desses países.
Entre as formas apresentadas para tentar conter o problema, está a melhor utilização dos caminhões, com cargas mais cheias, novas composições veiculares, maiores e mais uso de plataformas digitais integradas para facilitar e desburocratizar o setor.
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