Governo pretende zerar imposto de importação para carretas e caminhões a gás

por Blog do Caminhoneiro

O governo pretende zerar o Imposto de Importação de caminhões e carretas movidos a gás natural. O objetivo é reduzir o custo de aquisição desses veículos, e oferecer uma alternativa de combustível mais barata que o diesel.

A decisão será tomada na reunião da Câmara de Comércio Exterior (Camex) marcada para a próxima semana. Além de ser mais barato que o diesel, o gás natural para os veículos também polui menos.

O Ministério da Economia espera que, com a medida, seja possível aumentar a demanda e incentivar novos investimentos nesse tipo de combustível no país, em sintonia com o Novo Mercado de Gás, o “choque de energia barata” com o qual o ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende reduzir o preço do insumo no país.

Atualmente, o imposto de 35% dificulta a importação desse tipo de veículo no Brasil. Com o imposto zerado, um caminhão 6×2 (ou seja, que possui seis pontos de apoio e dois eixos com tração), poderia ser adquirido por R$ 524 mil, preço parecido com os valores cobrados para veículos a diesel. Hoje, esse mesmo veículo não sai por menos de R$ 683 mil.

O governo já recebeu o compromisso de duas empresas para construir 45 unidades de abastecimento ao longo do que vem sendo chamado de “Corredor Azul”, trechos rodoviários de grande fluxo, entre o Sudeste e o Nordeste do país.

A logística da rede de abastecimento rodoviário de gás natural é um dos principais gargalos para o desenvolvimento desse combustível.

A redução de imposto valeria por dois anos, prazo necessário para a construção de uma montadora desse tipo no país, segundo fontes da pasta. Técnicos do Ministério da Economia consideram que é mais adequado permitir logo a entrada de caminhões importados.

A expectativa do governo é que o projeto de introdução de gás natural no transporte rodoviário e urbano no país gere demanda para o escoamento e monetização das reservas de gás e biogás – um tipo de gás produzido por meio da queima do lixo.

Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), o preço médio do litro de óleo diesel em todo o país foi de R$ 3,778 na semana passada. Já o preço do gás natural foi de R$ 3,195, no período.

A potência desse caminhão é muito similar à dos veículos movidos a óleo diesel, mas ele é muito menos barulhento. A autonomia dos caminhões a gás gira em torno de 500 quilômetros, dependendo do modelo.

Impacto no custo do frete

Aumentar o uso de gás natural pode ser uma alternativa para os caminhoneiros, que têm como uma das suas principais demandas a redução do preço do combustível. A alternativa mais barata também pode ser uma saída para reduzir o custo do frete e diminuir os impactos das oscilações do mercado internacional no país, já que boa parte do diesel usado no Brasil é importado, segundo fontes do ministério.

As estimativas de técnicos são que a substituição do diesel pelo gás reduza em cerca de 15% o custo do frete, diferença que pode ficar maior, com a esperada queda no preço do gás natural. Segundo fontes do governo, empresas já demonstraram que têm interesse em usar esses caminhões para frete, em contratos que devem ser formalizados já em março, após a redução do imposto.

Segundo os técnicos, para viabilizar os corredores azuis e caminhões a gás no país é necessário criar demanda por meio desse produto importado. De acordo com fontes a par das discussões, uma vez que os caminhões sejam aceitos pelo mercado e haja procura firme estabelecida, haveria demanda para a implementação de uma linha de montagem no país, iniciando a produção nacional com preços mais competitivos.

Fonte: O Globo

COMENTAR

QUER ENTRAR EM CONTATO COM O BLOG DO CAMINHONEIRO? ENVIE UMA MENSAGEM CLICANDO NO NÚMERO ABAIXO

042-3532-4235

Artigos relacionados

2 comentários

Rai 07/02/2020 - 13:36

Essa matéria ou a fonte trata alguns assuntos que são bem questionáveis. A Scania produz, já testa e não sei se já vende, pois vi um a gás, no NE sem perceber a cor da placa(fabricante ou normal). O a gás dela é cerca de 30% mais caro que o modelo a diesel devido as mudanças. Contudo, somando vários fatores, é um produto viável em certas operações tanto que o oferta e direciona esforços para a questão sustentável.
Querer reduzir o IPI sobre importados para tornar mais em conta, como a matéria indica, é uma medida para viabilizar investimento de um grupo que está criando esse corredor viário e irá importar vários caminhões da Shacman. Seriam 300 unidades e de 1000 previstas podendo o restante, esse intenção do IPI baixar seria o facilitador, a montadora chinesa implantar unidade no país.
O grupo não deve ter optado pela marca chinesa se não fosse pelo preço de aquisição menor mesmo importado comparado ao Scania feito aqui por exemplo. E com a redução de tributos, será uma mão roda comprar algo que é mais barato e poderá ser mais afim de facilitar a montadora instalar aqui, o que melhoria a médio prazo a competitividade em caminhões movidos a gás.

Reply
Alexandre 06/02/2020 - 14:11

6×2 como o senhor diz está correto os seis pontos de apoio, mais é só em um eixo gerando os dois pontos de tração se for tração em dois eixos se torna 6×4 verifica a sua fonte se eu estiver errado me corrija e esclarece a divergência obrigado.

Reply

Escreva um comentário