Essa organização criminosa criou várias empresas no estado de São Paulo e Rio de Janeiro, empresas com objeto social para o comércio de peças usadas de veículos automotores e, através dessas empresas, as peças e cargas eram colocadas no mercado. Também foram identificados e comprovados a participação de contadores, o indivíduo que operava o esquema subordinado a integrantes de facção criminosa de São Paulo, o transportador das peças e os respectivos locais de residência e comerciais de fachada utilizados pelo grupo. Os comerciantes que adquiriram as peças eram dos estados de MT, ES, AL, GO e RS.
Dentre as empresas de fachada da quadrilha, uma delas apontou uma movimentação de saída de peças roubadas num período de 4 meses superior a 500 milhões de reais. Ressaltamos que as peças roubadas de caminhões abasteciam empresas que executavam serviços de reparos em caminhões acidentados e que em muitos
casos sequer poderiam voltar a circulação devido a extensão das avarias causadas
no acidente, e com a documentação falsa que acobertavam a operação de venda, os DETRANs acabavam aceitando como legal e homologavam a retirada do sistema os apontamentos de restrições dos veículos sinistrados, passando assim a serem comercializados sem depreciação de valor comercial, como sendo carros que nunca se envolveram em acidente algum.
Foram encaminhados para a Polícia Federal, uma Porsche, placas e lacres para veículos, um Civic, caminhão e um preso, que era o chefe do esquema. Três locais foram lacrados com mais de 4 milhões em peças de caminhões roubados.
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